Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Anatel prevê crescimento de todos os segmentos de telecom em dez anos

O conselheiro Antonio Bedran, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), afirmou que nos próximos anos o setor de telecomunicações dará um novo salto no País, com crescimento em todos os segmentos, desde a telefonia fixa até a banda larga. De acordo com os dados apresentados pelo conselheiro, o número de celulares passará dos atuais 140 milhões para 257 milhões, em 2018.

Agência Estado |

Os telefones fixos, que hoje são cerca de 40 milhões, chegarão a 55 milhões no mesmo período. Ainda de acordo com suas informações, os acessos à internet em alta velocidade chegarão em 10 anos a 40 milhões pela rede fixa e 125 milhões pela rede móvel. Os assinantes de TV a cabo passarão dos atuais 5 milhões para 18 milhões em 2018.

Bedran apresentou os números no seminário "O Futuro da Telecomunicações", organizado pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados. No mesmo evento, o diretor do Departamento de Telecomunicações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Alan Fischler, lembrou que as previsões da Anatel para os próximos dez anos são de investimentos de R$ 250 bilhões.

Segundo ele, o principal desafio do setor, envolvendo o governo e as empresas, é promover a inclusão digital, principalmente por meio da banda larga. Ele reconhece, no entanto, que os valores para financiar este mercado são altos e que a tarefa não é simples.

Por sua vez, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse que a União se beneficiou do crescimento do setor de telecomunicações verificado nos últimos dez anos, principalmente com a arrecadação de impostos. "Em 2007, somente a Telefônica pagou R$ 5 bilhões de impostos", afirmou.

Além disso, na opinião de Valente, os governos federal e estaduais não tiveram que destinar recursos para a ampliação de redes e construção de infra-estrutura. Nos últimos dez anos, o setor de telecomunicações investiu no País R$ 148 bilhões vindos da iniciativa privada.

Os maiores desafios para o setor, diz, devem ser o fortalecimento institucional da Anatel, a ampliação da banda larga e a criação de produtos de telecomunicações acessíveis às camadas mais baixas da população. Neste último caso, sugere o executivo, será necessária uma parceria entre governos e iniciativa privada para reduzir impostos e preços dos produtos.

Ele ressalta que o consumidor quer ter cada vez mais acesso a outros serviços de telecomunicações, como internet em alta velocidade e TV por assinatura. Segundo Valente, na área da Telefônica, em cada grupo de quatro usuários tradicionais dos serviços de telecomunicações, como telefonia fixa, um já consome serviços de banda larga e de TV paga.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG