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SÃO PAULO - O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), rejeitou a ideia levantada por Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, que, de passagem pelo Estado, sugeriu o voto nela e no próprio tucano. Na quarta-feira, Dilma chegou a admitir a hipótese do eleitorado mineiro atender ao movimento intitulado de "Dilmasia", numa repetição ao "Lulécio" da campanha eleitoral de 2006.

SÃO PAULO - O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), rejeitou a ideia levantada por Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, que, de passagem pelo Estado, sugeriu o voto nela e no próprio tucano. Na quarta-feira, Dilma chegou a admitir a hipótese do eleitorado mineiro atender ao movimento intitulado de "Dilmasia", numa repetição ao "Lulécio" da campanha eleitoral de 2006. Na época, pregou-se o voto em Lula para presidente e em Aécio Neves para o governo de Minas Gerais. "Acredito que essa expressão, que foi cunhada vez por outra, não vai encontrar amparo na realidade. Até porque cada eleição tem a sua fotografia, tem a sua realidade", afirmou Anastasia, que lembrou da lançamento, no sábado, da pré-candidatura do ex-governador paulista José Serra (PSDB) ao Palácio do Planalto. "É sempre bom lembrar que o nosso partido tem candidato a presidente, que é o nosso governador José Serra, e com ele marcharemos de maneira muito firme, em Minas, e naturalmente nos outros Estados também", frisou o governador mineiro. Ele acrescentou que não está preocupado com a possibilidade das declarações de Dilma terem causado mal-estar entre os aliados do governo no Estado, sobretudo o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa, que deve disputar o Palácio da Liberdade pelo PMDB. Segundo o tucano, o "Lulécio" de 2006 não vai ser repetir no pleito deste ano. "Tínhamos, naquele momento, carismas diferenciados e cada eleição é uma eleição", tentou justificar. O tucano também disse estranhar a visita de Dilma ao túmulo do ex-presidente eleito Tancredo Neves. "Naquela oportunidade, o PT não só não apoiou como até expulsou deputados do PT na época que votaram no presidente Tancredo Neves. Então, é algo estranho." (Fernando Taquari | Valor)
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