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Analistas vêem pressão menor

O fluxo cambial fortemente negativo em outubro já era esperado por analistas. Quando olharmos em perspectiva, veremos que foi o pior mês da história mundial (do ponto de vista financeiro), comentou o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale.

Agência Estado |

Por isso, ele e outros analistas avaliam que o déficit de quase US$ 5 bilhões no mês passado foi um ponto fora da curva e não deve constituir-se em tendência.

"Todas as barbaridades que vimos em outubro teriam mesmo de originar um número como este", disse o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. Alexandre Lintz, economista-chefe do banco BNP Paribas no Brasil, também acredita que outubro representou um "pico".

Os especialistas observam, no entanto, que não se deve esperar que o fluxo cambial volte a ser positivo, como na maioria dos últimos meses. Dos 10 meses de 2008 até agora, houve superávit em seis. "Ao menos até 2010, veremos muita volatilidade nesses dados", disse Vale.

O raciocínio dos analistas toma por base um mercado global ainda instável, que deve se caracterizar pela aversão ao risco. "A liquidez internacional está muito pior do que antes de a crise se aprofundar", observou o economista da MB.

Além da turbulência externa, Vale lembra que as eleições de 2010 trarão incertezas em relação ao panorama doméstico. "O que vão propor o (José) Serra e a Dilma (Rousseff) em termos de política monetária?", indagou, referindo-se aos dois nomes que aparecem como favoritos do PSDB e do PT para disputar o Palácio do Planalto.

Os especialistas ressalvam que esse é o cenário base para suas análises. Ou seja, não se pode descartar totalmente uma nova piora da situação externa, que poderia contaminar mais duramente o fluxo cambial.

"Em outubro, novembro do ano passado, muita gente dizia que o pior já tinha passado. O mesmo aconteceu este ano, em março, depois da crise do (banco) Bear Stearns", afirmou Lima Gonçalves. "É preciso ser muito corajoso para dizer isso."
De acordo com o economista, alguns fatores podem trazer pressão no futuro. O principal deles diz respeito à saúde da economia dos Estados Unidos, onde "a inadimplência vai subir, a renda vai cair e o mercado de trabalho vai piorar".

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