A Arábia Saudita, motor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e seus aliados moderados do Golfo provavelmente resistirão a pressões pela redução da produção do cartel, para evitar a criação de novas dificuldades na economia mundial, ameaçada pela recessão, estimam analistas da região.

Os falcões da Opep defendem que uma redução significativa da produção seja aprovada na reunião de emergência convocada para sexta-feira, com o objetivo de frear a queda do preço do barril, que já perdeu metade de seu valor depois de alcançar quase 150 dólares em julho deste ano.

O Irã, segundo maior produtor da Opep, quer uma redução de pelo menos dois milhões de barris diários.

"Acho que o máximo que a Arábia Saudita quer fazer é reduzir os barris adicionais extraídos no verão com o objetivo de moderar a alta dos preços do petróleo", estimou o economista saudita Abdulwahan Abu-Dahesh.

Riad aumentou unilateralmente sua produção em 500.000 barris diários para 9,7 mbd no verão, devido às pressões do Occidente para conter a disparada dos preços do ouro negro.

A Arábia Saudita, junto com os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e o Qatar, concentra mais da metade da produção oficial da Opep, que hoje é de 28,8 mbd.

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