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Analistas dizem que crise afetará países latino-americanos de forma distinta

Miami, 5 dez (EFE) - A América Latina se ressentirá da crise financeira internacional, mas alguns países estão mais bem preparados para enfrentá-la por contar com políticas fiscais eficientes e um adequado gasto público, disseram hoje analistas. Ana Guevara, diretora-executiva de turno do Banco Mundial (BM), afirmou que a região pode enfrentar melhor a tempestade, pois alguns Governos introduziram medidas para diminuir o impacto da crise. Mas nem todos os Governos estão na mesma situação. Os países que terão um melhor desempenho são aqueles que implementaram políticas fiscais (responsáveis), ressaltou a funcionária.

EFE |

Guevara e analistas econômicos analisaram em Miami o panorama da região para 2009 no 5º Fórum Anual de Previsões Impactos da Crise Financeira Global em 2009, organizado pelo Conselho das Américas.

A funcionária considerou que, desta vez, a crise econômica na região não tem origem estritamente na má gestão governamental.

Após seu pronunciamento, ela informou que o BM destinará US$ 24,7 bilhões como fundos creditícios para encarar a crise global, dos quais US$ 6,4 bilhões serão destinados à América Latina e ao Caribe.

Douglas Smith, chefe econômico para a região do Standard Chartered Bank, destacou que há uma década era improvável pensar que, a níveis macroeconômicos, a região poderia encarar com melhores expectativas uma crise desta dimensão.

Ele mostrou ceticismo com que os Estados Unidos, apesar da recessão vivida atualmente, estejam a caminho de sofrer uma "grande depressão financeira".

O diretor para a América Latina da empresa Kroll, John Price, previu que, como conseqüência da crise, o investimento estrangeiro direto diminuirá na região, mas os investidores regionais preencherão esse vazio.

Quanto a como os países enfrentarão a crise, Price coincidiu em afirmar que o desafio seria diferente entre as nações que implementaram e mantiveram políticas fiscais responsáveis daquelas Administrações que desperdiçaram os recursos do erário.

"Por um lado, temos Brasil, México, Chile, Peru e Colômbia, que se caracterizaram por políticas fiscais mais responsáveis e por outro lado, temos Venezuela, Equador e Argentina", ressaltou. EFE ef/db

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