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Analistas apóiam decisão da CVM de exigir detalhes sobre derivativos

A decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de editar uma deliberação exigindo que as companhias abertas apresentem informações mais abrangentes e detalhadas sobre os instrumentos financeiros derivativos foi elogiada por analistas que cobrem o setor de papel e celulose. Esses analistas, que acompanham empresas como a Aracruz, cujas perdas com derivativos estavam estimadas em R$ 1,95 bilhão ao final de setembro, acreditam que a medida é importante para a transparência do mercado.

Agência Estado |

Antes da Aracruz, a Sadia foi a primeira empresa a comunicar ao mercado prejuízo com operações de derivativos, no caso de R$ 760 milhões.

De acordo com o analista de investimentos da Spinelli Corretora, Jayme Alves, há um movimento internacional que propõe uma maior regulação sobre o mercado de capitais. "Foi possível perceber que as empresas já abriram mais informações em seus balanços de terceiro trimestre", diz. O setor de papel e celulose é, tradicionalmente, o primeiro a divulgar seus balanços. Na semana passada, Aracruz, Klabin e Votorantim Celulose e Papel (VCP) divulgaram os resultado trimestrais. No próximo dia 22, quarta-feira, será a vez de a Suzano Papel e Celulose apresentar seus números ao mercado.

Segundo a deliberação do último dia 17 de outubro, as companhias abertas que já divulgaram resultados do terceiro trimestre devem reapresentar seus balanços, até o dia 14 de novembro, com informações adicionais que "permitam aos usuários avaliar a relevância dos derivativos para a posição financeira e os resultados da companhia, bem como a natureza e extensão dos riscos associados a tais instrumentos", diz o texto.

Entram nessa lista as três empresas que já divulgaram o balanço, além da Suzano, cujo resultado ainda não deverá apresentar os detalhamentos exigidos pela CVM. Empresas de outros setores que tenham feito a divulgação do balanço do terceiro trimestre também precisarão mostrar novos dados, segundo confirmou hoje a presidente da CVM, Maria Helena Santana.

Este maior detalhamento, explica a autarquia, inclui a apresentação de possíveis cenários para seus negócios, de forma a permitir ao usuário uma clara análise de como a exposição da empresa às operações de derivativos pode impactar nos resultados. Essas informações devem considerar um cenário provável e duas projeções de cenários de deterioração na variável de risco considerada. "Essa medida é importante porque não é possível saber claramente quais empresas estão em situação de risco. Acreditamos que ainda tenhamos mais surpresas", destaca o analista da SLW Corretora, Pedro Galdi.

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