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Analista vê preço baixo para níquel e adiamento de projetos no setor

RIO - O preço do níquel nas bolsas internacionais deve continuar em trajetória descendente no curto prazo e pode atingir até US$ 4,8 por libra no ano que vem, inviabilizando os projetos com custos mais altos. A projeção é de Alan Heap, diretor e analista de commodities globais do Citi Investment Research, para quem a substituição do níquel por outros metais na indústria do aço dificulta a recuperação dos preços do metal.

Valor Online |

De acordo com o especialista, que participou hoje da 2ª edição da Americas Nickel Conference, no Rio de Janeiro, o preço da commodity oscila atualmente em torno de US$ 6 por libra, enquanto a média dos custos de produção é de US$ 3 por libra.

Para os projetos mais caros, Heap alega que os custos chegam a US$ 7 por libra, o que deve levar as empresas a desacelerar, ou mesmo cancelar os investimentos nesse tipo de unidade. "Esses anúncios devem aumentar nas próximas semanas", ressaltou.

Os altos preços atingidos pelo níquel no ano passado levaram, segundo ele, as siderúrgicas a reduzir a quantidade de níquel na produção de aço inox, com a substituição por metais mais baratos.

Heap sustenta que a queda dos preços em 2008 não foi suficiente para que as empresas voltassem a elevar a participação do minério na mistura para produção do inox. Devido a isso, o especialista estima uma queda de 1,5% na demanda mundial por níquel este ano, contra projeção anterior de alta de 2,5%, feita antes do agravamento da crise internacional.

Uma das consequências desta queda de demanda será o crescimento do excedente na produção. Antes da piora da crise, o Citi estimava um superávit de 10 mil toneladas para este ano e de 40 mil toneladas no ano que vem. Agora, essas estimativas são de 60 mil toneladas em 2008 e 100 mil toneladas em 2009.

Heap lembrou que os projetos de produção de níquel laterítico - variedade mais concentrada e de mineração mais complicada - deverão estar entre os mais afetados, uma vez que têm custos de produção maiores. De acordo com ele, um projeto deste tipo recentemente instalado na Austrália tem custo de US$ 6 por libra.

Questionado sobre o histórico da exploração de níquel laterítico, cujos projetos seriam desengavetados em épocas de preços altos, Heap lembrou que agora, pela primeira vez, há grandes empresas envolvidas neste ciclo de produção. Como exemplo, citou o projeto de Goro, na Nova Caledônia, onde a Vale Inco espera produzir níquel a um custo de US$ 2 por libra. "A Vale é uma grande empresa e investiu nos melhores equipamentos para reduzir custos", frisou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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