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ANÁLISE-Frigorífico brasileiro JBS deve virar o número 2 dos EUA

Por Bob Burgdorfer CHICAGO (Reuters) - O frigorífico brasileiro JBS deve se tornar o segundo maior produtor de carne dos EUA, mas ainda haverá concorrência suficiente para que outras empresas do setor limitem seu poder de determinar preços para o gado e a carne no país.

Reuters |

O Departamento de Justiça dos EUA autorizou na segunda-feira o JBS a comprar o setor de carnes da Smithfield Foods, por 565 milhões de dólares. Com base em estimativas do setor, o JBS deve se tornar o segundo maior frigorífico dos EUA.

Mas o Departamento de Justiça vetou a compra pelo JBS do quarto maior frigorífico norte-americano, o National Beef Packing Co, por 560 milhões de dólares, alegando que isso daria aos brasileiros excessivo poder para rebaixar o valor pago a produtores e aumentar o preço cobrado dos consumidores.

Economistas dizem que a aquisição dessa parte da Smithfield pelo JBS não altera muito o panorama do setor. A rivalidade com Tyson Foods, Cargill e National Beef deve manter o mercado da carne competitivo. Mas isso seria diferente se o JBS tivesse conseguido comprar o National.

Haveria, por exemplo, a fusão das unidades da National em Dodge City, Kansas, com a do JBS em Cactus, Texas. "A gente perderia um comprador daquela área", disse Clement Ward, economista agrícola da Universidade Estadual de Oklahoma.

Já as unidades da Smithfield estão a uma distância maior em relação às do JBS, o que portanto não leva a alterações no mercado de determinada região. "São mercados realmente diferentes", disse Derrell Peel, outro economista agrícola da Universidade Estadual de Oklahoma.

A incorporação das fábricas da Smithfield em Arizona, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin deve dar ao JBS cerca de 23 por cento do setor, em termos de reses abatidas, atrás da Tyson Foods, com 26 por cento, segundo John Nalivka, presidente da consultoria agrícola Sterling Marketing.

O JBS e o National disseram que vão insistir na fusão junto ao Departamento de Justiça. A transação faria da empresa brasileira a maior do setor nos EUA.

As ações da Smithfield Foods tiveram alta de quase 12 por cento na segunda-feira por causa do acordo. A empresa disse que os 565 milhões de dólares a serem recebidos serão investidos em redução de dívidas.

A Smithfield, maior produtor norte-americano de suínos, entrou no mercado bovino em 2001, ao adquirir a Packerland Holdings e a Moyer Packing Company. Ela também tinha interesse na Swift, afinal vendida em 2007 ao JBS.

Em 2005, a Smithfield se tornou sócia da Five Rivers Ranch Cattle Feeding, maior fazenda de pecuária bovina dos EUA. Essa unidade, com capacidade para 800 mil cabeças, também ficará com o JBS.

Na opinião de Nalivka, a Smithfield deixa o setor da carne bovina na hora certa. "Há muita capacidade de pastagem e um número declinante de cabeças de gado para alimentar", disse ele.

Atualmente, os produtores perdem pelo menos cem dólares por cabeça de gado vendida aos frigoríficos.

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