Londres, 13 ago (EFE).- A economia dos Estados Unidos crescerá 1,5% em 2008, frente a uma previsão anterior de 1,2%, mas em 2009 deve avançar apenas 0,5%, antes se previa 1,2%, segundo o relatório de agosto da unidade de análise da revista The Economist.

A análise considera que a economia americana ainda tem que solucionar vários problemas, como os desequilíbrios na despesa e o consumo das famílias, afirma que a previsão dos principais indicadores continua "pobre" e que ainda não se vê o final da crise financeira.

Por isso, aposta em dois novos cortes da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), uma no final deste ano e outra no início de 2009, até 1,5%. Atualmente, os juros estão em 2%.

Além disso, a unidade de análise da "Economist" considera que a repentina recuperação do dólar deve ser apenas temporária, por isso não espera que a divisa seja muito mais forte que em sua anterior previsão.

Sobre a economia européia, o relatório reduz a previsão de crescimento para 2008 de 1,5% para 1,3%, enquanto, para 2009, o corte é de três décimos, para 0,9%.

Assim, a unidade de análise antecipa do final de 2009 para meados do próximo ano sua previsão de um corte de juros de 0,25 ponto percentual por parte do Banco Central Europeu (BCE).

A "Economist" adverte de vários riscos para a evolução da economia global, entre eles uma manutenção, e inclusive uma deterioração, da atual crise financeira, que em última instância afetaria a economia real.

Enquanto considera que os efeitos da crise das hipotecas "subprime" já foram contabilizados, o relatório indica que a piora do mercado imobiliário e o enfraquecimento de outras partes da economia dos Estados Unidos e de outros países poderia levar os bancos a sofrer perdas ainda maiores. EFE pdj/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.