Oito aeroportos brasileiros em cidades que vão sediar a Copa do Mundo terão restrições para pousos e decolagens de aeronaves. A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Paiva Vieira, anunciou nesta segunda-feira, no Fórum Panrotas, que até dezembro vai definir um número limite de slots (horários de pousos e decolagens) para os aerportos de Brasilia, Cuiabá, Salvador, Fortaleza, Viracopos e Confins. Os outros dois são Congonhas e Guarulhos, que já têm limites.

O limite tem o objetivo de evitar que os aeroportos operem com um número de voos superior a suas capacidades. Esses aeroportos devem esgotar sua capacidade de terminais de passageiros e de pistas antes mesmo da Copa de 2014, principalmente pelo crescimento da demanda de aviação comercial, afirma Solange. A medida vai servir para que as empresas planejem o crescimento com atenção a essa questão, segundo a presidente da Anac.

"Todos os aeroportos que terão limites de slots por hora ainda operam abaixo da sua capacidade e a Anac não retomará nenhum das companhias aéreas que operam nestes lugares", afirma Solange. A presidente da Anac também ressaltou que a necessidade  de imposição de limites nestes aeroportos se deve à uma expansão da demanda e não aos eventos esportivos que serão realizados no Brasil.

Corrida por slots

O aviso de que mais seis aeroportos terão operação limitada não deve provocar uma corrida por slots entre as companhias aéreas, segundo Solange. "Ninguém vai voar onde tiver prejuízo." O presidente da Azul, Pedro Janot, concorda. "A companhia não pode segurar um slot por seis meses. Ela precisa operá-lo 30 dias após a concessão", afirma. O prazo de 30 dias também é insuficiente para as empresas lançarem novas rotas, principalmente se precisarem encomendar aviões, disse Janot.

As restrições anunciadas nesta segunda-feira não surpreenderam o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior. "A indústria de aviação cresceu muito rápido e os limites de infraestrutura foram alcançados antes do previsto." Para ele, as companhias aéras continuarão a crescer mesmo com os gargalos. A redução do número de acentos vazios por voo e a transferência de conexões para aeroportos menos movimentados serão alternativas para superar as dificuldades do setor.

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