O vôo de inspeção é conhecido como a coroação das operações de uma empresa aérea. De 18 de junho, quando a Azul deu entrada no pedido de obtenção do Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta), até 6 de novembro, quando foi realizado o vôo, foram entregues à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mais de 1.

000 páginas de documentos, como manuais de aviões e de manutenção.

Acusado pela concorrência de favorecer a Azul, o órgão regulador fez cumprir absolutamente todas as exigências previstas na legislação para a emissão do Cheta - ainda que no passado algumas exigências consideradas ultrapassadas e que não afetam a segurança não tenham sido cobradas.

"Estamos em processo de revisão e modernização da legislação", disse o superintendente de segurança operacional da Anac, Carlos Eduardo Pellegrino, responsável pela emissão do Cheta. "Para eu saber se a regra é adequada, eu preciso usá-la." Ele acredita que a nova legislação poderá reduzir para três meses o processo de certificação.

O documento oficial com o Cheta da Azul deve ser emitido até amanhã. Depois, terá início o processo de emissão da concessão de transporte aéreo, que poderá levar de duas a três semanas. Uma vez publicada a concessão no Diário Oficial, a empresa pode entrar com pedidos de autorização de vôo.

A Azul trabalha com três opções de malha. Tudo dependerá do grau de liberação do aeroporto Santos Dumont. Na semana que vem, a Anac deve iniciar uma consulta pública para definir os termos de abertura do aeroporto, hoje restrito aos vôos da Ponte Aérea.

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