O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, despede-se do cargo em março. Em seu lugar assumirá Luiz Carlos Trabuco Cappi, que terá como principal missão tentar retomar a liderança do ranking dos bancos privados, perdida em novembro do ano passado após a fusão entre Itaú e Unibanco.

Para Cypriano, o caminho para a reconquista do posto está claro: expansão orgânica. "A capacidade de crescimento do Bradesco é conhecida", disse. "Fomos fundados em 1943 e, dez anos depois, já éramos líderes. Alcançamos isso no meio de uma guerra." Ele acredita que a volta ao primeiro lugar pode ser concretizada em cinco anos. "A liderança está em nosso DNA."

Cypriano lembrou que, no ano passado, o banco conquistou 1,7 milhão de correntistas e tem como meta (apesar da esperada desaceleração econômica) conseguir outro 1,3 milhão em 2009. "O banco vai crescer com responsabilidade, paulatinamente como temos feito."

O presidente do Bradesco demonstrou certo desconforto ao comentar a polêmica em torno do spread bancário (diferença entre as taxas que as instituições pagam para captar dinheiro e a que cobram dos clientes). "Trazer esse assunto para discutir com a imprensa é complicado."

Cypriano afirmou que, no Bradesco, o chamado spread líquido - aquele que sobra após as provisões para créditos de liquidação duvidosa - é de 6,26 pontos porcentuais. "Não é um absurdo nem um exagero", argumentou o executivo.

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