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#145;Serão feitas tantas medidas quantas forem necessárias#146;

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu às críticas da oposição contra os atos assinados pelo governo para conter a crise financeira internacional. Serão feitas tantas quantas medidas forem necessárias, disse o presidente.

Agência Estado |

"Eu não posso ficar preocupado com os gritos da oposição porque tudo o que a oposição quer é que o Brasil entre em uma crise profunda para que ela possa ter razão no discurso dela", afirmou, em entrevista, após almoço, no Itamaraty, com o rei da Jordânia, Abdullah 2º.

À noite, PSDB e PPS divulgaram nota criticando as declarações. "Nunca torcemos por crises, muito menos crises profundas. No passado, quando eram oposição, o presidente Lula e seu partido apostaram várias vezes no quanto pior melhor. Não é o nosso caso", diz a nota assinada pelos presidentes do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e do PPS, Roberto Freire.

Os partidos dizem condenar "abordagens equivocadas sobre a extensão da crise, assim como afirmações demagógicas sobre problemas graves e complexos". "Medidas estruturantes serão apoiadas sempre que fizerem sentido para o interesse nacional. O presidente deve parar de escamotear suas responsabilidades e tratar com seriedade os problemas que se apresentam, uma vez que a crise internacional ainda pode trazer sérias conseqüências para a economia brasileira, já no presente e para os próximos anos", conclui a nota.

O presidente negou que vá socializar prejuízos com a medida provisória que permite a aquisição de bancos e empresas em dificuldades. "Não estamos dando dinheiro para qualquer empresa e qualquer banco. Não vamos dar dinheiro porque não vamos favorecer quem fez especulação", afirmou. "É importante saber que quem errou pagará pelo seu erro." Segundo ele, o governo pode comprar ações e revendê-las à medida que as empresas se recuperem.

Lula explicou que "o governo está dispondo crédito para resolver o problema de liquidez, tanto com os compulsórios como com parte das reservas, via BB". Por isso, disse não haver motivo para a queda dos financiamentos bancários.

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