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#145;Poder de fogo contra a crise é cada vez menor#146;

O poder de fogo dos BCs dos países desenvolvidos para lidar com a crise está acabando, diz o diretor-executivo da Concórdia Corretora, Ricardo Amorim. Ele avalia que o Fed (banco central dos EUA) deve cortar os juros na reunião de hoje de 1,5% para 1%.

Agência Estado |

A seguir, trechos da entrevista.

Depois do corte esperado para amanhã haverá espaço para novas reduções de juros nos EUA?

Há espaço para mais cortes, mas os impactos de cortes adicionais passam a ser cada vez menores à medida que a taxa se aproxima de zero. A força da política monetária tende a ser cada vez menor. Do ponto de vista de política monetária, está acabando a bala nos revólveres dos países desenvolvidos, que é uma situação completamente diferente do caso brasileiro. Nesse sentido, é uma fonte de preocupação. Até porque o outro instrumento de estímulo econômico, que é a política fiscal, também começa a ficar limitado. Os governos estão começando a ficar numa situação em que a quantidade de instrumentos para lidar com a crise está diminuindo.

O que pode ser feito?

Não existe solução fácil, e por isso no curto prazo a volatilidade tende a continuar alta. A contrapartida é que os preços dos ativos no mundo, em particular nos países emergentes, estão muito atraentes. As oportunidades de investimentos em médio e longo prazos são excepcionais. A mesma coisa vale para boa parte das moedas emergentes, em particular o real. Não tenho dúvida de que daqui a uns 12 meses o dólar estará em níveis muito mais baixos. Vai retomar a trajetória dos últimos cinco anos. Não ficaria surpreso se no fim do ano que vem e em 2010 ficasse em níveis no mínimo inferiores aos de meses atrás, abaixo de R$ 1,50.

Qual sua expectativa para a reunião do Copom?

Manutenção da taxa. O movimento de alta deixou de fazer sentido na medida em que houve uma contração muito significativa de crédito e isso deve levar a uma desaceleração econômica. Havia preocupação que uma demanda forte poderia levar a uma inflação em níveis elevados. Essa preocupação não faz mais sentido.

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