O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que não há risco de desabastecimento de produtos para este final de ano. Não faltarão produtos, absolutamente.

Nós estamos com capacidade ociosa porque a atividade econômica tinha diminuído. Agora, as empresas estão voltando a investir e produzir." A declaração do ministro foi feita após ser homenageado com o prêmio "Brasileiro do Ano na Economia", da revista IstoÉ, na noite de ontem.

Pela manhã, durante o seminário Brasil nos Trilhos, em Guarulhos, na Grande São Paulo, Mantega havia dito que esperava que não faltassem "geladeiras, fogões e TVs de LCD" neste fim de ano. À noite, ele fez questão de afirmar que poderia haver "falta de um produto ou outro, como uma máquina de lavar roupa ou uma marca de carro". "Pode faltar uma coisa ou outra, mas não está havendo desabastecimento", reforçou.

Segundo Mantega, o comércio deverá mostrar o vigor da recuperação neste fim de ano, pois o mercado interno está muito aquecido. "O povo brasileiro está consumindo porque constituímos um grande mercado interno. São mais de 100 milhões de habitantes da classe média comprando. Este fim de ano será muito bom para o comércio", disse o ministro.

Mantega destacou que o Brasil está começando um novo ciclo de crescimento e o governo vai acelerar os esforços para aumentar os investimentos no País. "Tenho posto o pé no acelerador da economia brasileira", brincou o ministro, que não quis dizer se novas medidas para incentivar investimentos serão adotadas ainda este ano.

"Para 2010, está previsto um crescimento (do Produto Interno Bruto) de pelo menos 5%. Isso é a previsão mais modesta do ministro da Fazenda. Porque outras previsões já falam em crescimento de 5,5%, 6%, até 6,5%", afirmou.

O ministro destacou que os investimentos produtivos estão voltando com força. "A última pesquisa que fala do PIB industrial mostra que houve crescimento do investimento em bens de capital de 5,7% em relação ao mês anterior."
Segundo o ministro, o Brasil está saindo mais forte da crise global e deve ser um dos que terão o melhor crescimento nos próximos anos, juntamente com outros emergentes, especialmente China e Índia. "Deixamos para trás crescimentos vergonhosos de 2%, deixamos de ser a lanterninha dos emergentes. Antes da queda do Lehman Brothers, estávamos crescendo a 6,5% e agora estamos recuperando esse dinamismo. O Brasil passou na prova (da crise) com louvor."

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