A joint venture que a Embraer mantém com a Avic II está fadada a acabar no futuro próximo, na avaliação de Paulo Bittencourt Sampaio, da consultoria Multiplan. O consultor destacou que os chineses têm esse perfil de fazer parcerias em busca de novas tecnologias, para depois partirem para produção solo.

"A previsão é de que eles se tornem rapidamente fortes concorrentes da Embraer", disse. Sampaio lembrou que a Avic I já tem um projeto bem adiantado para o segmento de jatos de 70 lugares, um nicho em que a Embraer atua.

Sampaio avaliou que a Embraer está muito bem posicionada no mercado de jatos de 70 a 120 lugares, mas ressaltou que esse cenário deve mudar com a entrada de novos concorrentes nos próximos anos. "O aumento do número de fabricantes desse tipo de avião terá uma conseqüência certa, a redução dar margens de lucro dos fabricantes, avalia Sampaio", disse.

Além dos chineses, outras empresas também estão investindo nesse segmento, como a russa Sukhoi, o consórcio japonês formado pela Mitsubishi, Kawasaki e Mitsui Heavy Industry, além da Bombardier, que também desenvolve um jato para esse nicho. A nova empresa chinesa também tem planos de atuar no segmento de jatos acima de 150 lugares, onde atuam hoje Airbus e Boeing.

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