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#145;Outsourcing#146; ainda engatinha no País

‘Outsourcing’ ainda engatinha no País Por Marcus Vinícius Brasil São Paulo, 17 (AE) - Será que o Brasil tem potencial para disputar com a Índia o mercado internacional de terceirização de serviços de tecnologia? Nos últimos anos, um dos motores do expressivo desenvolvimento do país asiático tem sido a explosão do outsourcing offshore na área de tecnologia. Com a popularização da banda larga e a maior facilidade para trabalhar a distância, tornou-se um fenômeno comum uma companhia contratar uma empresa de outro país para realizar trabalhos específicos, especialmente em áreas como call centers.

Agência Estado |

A Índia, com tradição nas áreas de ciências e maior penetração do inglês devido ao passado colonial britânico, é líder absoluta do mercado (cerca de 70%).

No Brasil, esse tipo de negócio ainda dá os primeiros passos. "É visível que houve um crescimento nos últimos anos, mas esse é um negócio muito competitivo. Não importa se você está correndo. O importante é correr mais do que os outros", diz Flavio Grynszpan, especialista na área de outsourcing. Segundo ele, o Brasil chega tarde. "Encontramos os indianos já consolidados."
A CI&T, empresa brasileira especializada em outsourcing, tem cerca de 70% de suas atividades de terceirização voltadas para empresas do Brasil mesmo. Mas, aos poucos, têm buscado conquistar contratos internacionais.

"Aqui no Brasil há um pouco de serviço de atendimento por voz, principalmente em Uberlândia. Mas hoje quem faz as regras são as empresas indianas e, quando uma companhia brasileira encontra esse tipo de concorrência, fica difícil de continuar no páreo", diz Bruno Guiçardi, diretor de RH da CI&T.

"Hoje em dia, você não perde mais o emprego apenas para o sujeito que está do outro lado da rua. O brasileiro tem de concorrer também com quem está nas Filipinas", afirma.

O principal motivo para a procura de mão-de-obra em países em desenvolvimento ser tão grande está no baixo custo dos empregados. Grandes bancos dos Estados Unidos, por exemplo, contratam o serviço de telemarketing em lugares como as Filipinas. Essa prática de terceirizar serviços para estrangeiros se tornou tão comum que algumas instituições exibem como diferencial entre os concorrentes o fato de possuírem atendimento ao cliente baseado nos EUA.

O preço da mão-de-obra é um dos obstáculos para o Brasil crescer nesse filão, já que o Brasil tem leis trabalhistas mais severas do que a maior parte dos países asiáticos. Outra barreira, obviamente, é o idioma. Por outro lado, o Brasil tem uma vantagem em relação aos países asiáticos: nosso fuso horário é mais próximo dos norte-americanos do que os de países como Índia e Filipinas.

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