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#145;O mercado de trabalho não deve apresentar grandes problemas#146;

O professor José Márcio Camargo, PhD em Economia do Trabalho e Microeconomia, acredita que o Brasil pode passar pela crise sem um grande trauma no mercado de trabalho, embora espere alta na taxa de desemprego em meados do primeiro semestre de 2009. A intensidade do corte dos postos irá depender, diz ele, da dosagem do estímulo à demanda pelo governo.

Agência Estado |

É contraditória a queda do desemprego num momento de desaquecimento da economia?

Normalmente, o mercado de trabalho é o último a reagir, tanto em fases de desaquecimento como de aceleração da economia. O que podemos esperar é que, se realmente a economia brasileira esfriar, o que não é para mim totalmente claro ainda, o mercado de trabalho só comece a refletir isso a partir de meados do primeiro semestre.

Por que o esfriamento não está totalmente claro?

Porque a economia brasileira está bem e poderá passar razoavelmente bem pela crise internacional, se o governo não tentar crescer mais do que o sustentável. Com uma política fiscal eficiente, a economia brasileira vai reduzir um pouco o crescimento, o que é necessário diante da redução externa. Ou seja, se as exportações vão cair, as importações terão de cair também e para que isso aconteça é necessário uma política cambial adequada e o uso dos juros pelo Banco Central para reduzir o crescimento. Isso se o governo quiser definitivamente controlar a taxa de inflação.

É inevitável uma fase de demissões em massa?

Vai depender do tamanho da contração do crédito. Se a contração de outubro continuar em novembro e dezembro, aí sim haverá redução na geração de empregos, o que levará ao aumento da taxa de desemprego em nível acima do esperado. Mas o crédito está voltando lentamente, ainda que em níveis um pouco menores do que o que vinha acontecendo num passado recente. Por isso, não acredito que tenhamos grandes problemas.

O emprego temporário ajuda a manter a taxa em nível razoável?

Sazonalmente, a taxa de desemprego tende a cair de outubro para novembro, de novembro para dezembro, e aumenta a partir de janeiro, no fim dos contratos temporários. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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