Pode não estar bom agora, mas vai melhorar. Essa é a opinião da maioria dos brasileiros, mesmo daqueles que viram a economia desacelerar na prática.

"O movimento lá na gráfica onde eu trabalho caiu bastante", conta Denise Patrícia. "Mas eu acho que o presidente Lula consegue segurar essa crise."
Ontem, ela pesquisava preços de eletrodomésticos nas lojas da zona norte de São Paulo. Denise pretende, daqui a quatro meses, comprar uma geladeira. "Até lá, a gente já sabe como vai estar a situação, não é? Tenho a expectativa de que já estará melhor."

A cozinheira Iracema de Lima também diz que o movimento no bar onde ela trabalha caiu. "Diminuiu bastante, mas não teve demissão." Ela diz estar preocupada com as demissões "que ela vê na televisão", mas é otimista para os próximos meses. "Não vai piorar, porque a economia do Brasil é uma das melhores do mundo. Acho que vai continuar na mesma, ou melhorar."

O marido dela, Edson de Lima, diz que ainda não viu, na prática, sinais da crise. Corretor de imóveis, disse que na região onde atua (o bairro de Perus, em São Paulo) a procura não mudou. Apesar de preocupados, ambos já traçaram vários planos para este ano: pretendem trocar de carro e, se possível, trocar também alguns eletrodomésticos. "Não pode esbanjar. Tem de pesquisar e calcular se cabe mesmo no orçamento, mas com esforço dá."

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