O diretor-gerente do Institute of International Finance (IIF, espécie de Febraban mundial), Charles Dallara, defendeu ontem a ampliação do G-7 (grupo dos sete países mais ricos, mais a Rússia), com inclusão de Índia, China, Brasil e México, para reformar a arquitetura financeira global. O G-7 é anacrônico, deveria ser uma memória longínqua por não refletir a realidade atual, disse Dallara.

"Não podemos ter uma discussão eficiente sobre a economia se não temos os participantes certos negociando."

Por causa da nova realidade, o mundo deveria ter um G-11 ou G-12, disse Dallara. E a mesma reformulação deveria ser feita na estrutura de administração de órgãos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, disse ele.

Dallara defendeu os bancos da acusação de empoçamento de liquidez - segundo críticos, as instituições financeiras receberam capital dos governos mas não estão aumentando os empréstimos. "Os bancos precisam assegurar que têm um nível adequado de capital. Na medida em que a economia global se estabilizar, eles vão voltar a emprestar, mas vai demorar."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.