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#145;Nova ética#146; de Obama é questionada

Uma série de revelações embaraçosas está minando a mensagem de ética na política que ajudou a eleger o presidente Barack Obama. Já são três os indicados do governo Obama que revelaram ter sonegado impostos, dos quais dois renunciaram aos cargos na terça-feira.

Agência Estado |

Outros três integrantes do governo eram lobistas e tiveram de receber uma autorização especial para ser nomeados - o que vai contra a promessa de Obama de manter o lobby longe da Casa Branca.

"Obama estabeleceu parâmetros éticos altíssimos para seu governo, por isso está ainda mais sujeito a críticas", diz o cientista político Gary Jacobson, da Universidade da Califórnia, em San Diego. "Qualquer governo tem casos como esses, mas Obama se elegeu prometendo mudança."

Na terça-feira, renunciaram Tom Daschle, indicado para secretário da Saúde, e Nancy Killefer, que era encarregada de garantir eficiência na Casa Branca. Daschle deixou de pagar US$ 128 mil em impostos, além de ter recebido US$ 5 milhões de empresas de saúde nos últimos anos - justamente as empresas que ele supervisionaria em seu novo cargo. Tim Geithner, o outro sonegador, pagou cerca de US$ 40 mil em impostos atrasados e escapou - foi confirmado pelo Senado como secretário do Tesouro.

Antes da derrocada fiscal dos indicados, havia causado mal-estar a leniência de Obama com lobistas, depois de ter baixado uma ordem executiva estabelecendo duras regras contra a influência do lobby na Casa Branca. O vice-secretário de Defesa, William Lynn, teve de receber uma dispensa do cumprimento das novas regras de ética, pois era lobista da Raytheon, fornecedor da secretaria, o que em tese o impediria de servir no governo. O enviado especial ao Oriente Médio, George Mitchell, não era um lobista registrado, mas atuava numa área cinzenta de consultoria - venda de influência para empresas. E o chefe de gabinete de Tim Geithner no Tesouro era lobista da Goldman Sachs.

Por enquanto, diz Jacobson, Obama ainda mantém sua credibilidade para fazer reformas, pois Daschle e Killefer foram "voluntariamente" afastados de suas posições. Mas Geithner está no governo e a permanência dos ex-lobistas é fonte de irritação. As revelações são ainda mais indigestas em meio ao tom populista assumido pelo governo durante a crise - Obama chamou os banqueiros de "desavergonhados" e acaba de baixar limites de remuneração para executivos de empresas que receberem ajuda do governo (mais informações no Caderno de Economia).

Além de abalar a credibilidade, os contratempos com os indicados atrapalham o andamento do governo. O afastamento de Daschle deve atrasar o início da reforma do sistema de saúde. Já há nomes circulando para o cargo: Kathleen Sebelius, governadora do Kansas, e o ex-presidente do Partido Democrata Howard Dean.

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