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#145;New York Times#146; põe ativos à venda para fazer caixa

A crise vem atingindo em cheio um dos mais importantes grupos de mídia do mundo. A New York Times Co.

Agência Estado |

, empresa que edita o jornal The New York Times, tenta de todas as formas fazer caixa antes de maio, quando vence o prazo para o pagamento de um empréstimo de US$ 400 milhões. Como todos os grandes grupos de mídia americanos, o New York Times sofre com o declínio do investimento publicitário - só em novembro, a queda foi de 21% -, e suas ações já perderam mais de 60% do valor este ano.

Para conseguir dinheiro, o grupo colocou à venda a sua participação de 17,5% na New England Sports Ventures - holding que controla o Boston Red Sox, um dos principais times de beisebol dos Estados Unidos, além do seu estádio, o Fenway Park, e tem ainda 80% do canal a cabo New England Sports Network, que transmite os jogos do time. A participação do New York Times na holding foi avaliada em US$ 166 milhões.

Segundo informações do Wall Street Journal e do Financial Times, divulgadas na semana passada, a venda poderia incluir o Boston Globe, jornal do grupo na cidade de Boston. "Praticamente tudo no grupo está à venda, exceto o próprio The New York Times", disse Ken Doctor, analista de mídia da empresa americana Outsell, à agência Bloomberg.

Mas a venda dos ativos pode ser bem mais difícil do que o esperado, já que o mundo atravessa uma crise de crédito generalizada. Há participações à venda em outros grandes times de beisebol dos Estados Unidos, como o Chicago Cubs - que, coincidentemente, pertence ao Tribune, um outro grupo de mídia em dificuldades (é dono de jornais como o Los Angeles Times e o Chicago Tribune).

No início do mês, o grupo New York Times já havia anunciado que iria hipotecar a sua nova sede, em Nova York, para garantir um financiamento de US$ 225 milhões. O grupo possui 58% de um edifício de 52 andares na Oitava Avenida, que foi concluída no ano passado. No ano passado, o grupo já havia vendido sua rede de transmissoras de televisão e de rádio.

De acordo com a Bloomberg, a venda de ativos que vem sendo perseguida pelo grupo atende principalmente às exigências do acionista Harbinger Capital Partners, fundo de investimento que, com outro fundo, o Firebrand Partners, passou a deter uma participação de quase 20% no grupo no início deste ano.

Em março, os fundos conseguiram colocar seus representantes no conselho de administração da empresa, um fato inédito - foi a primeira vez que o grupo aceitou conselheiros indicados por pessoas de fora da empresa.

"Para nós, está claro que vamos reequilibrar nosso portfólio e reequilibrar nosso portfólio significa tanto aquisições quanto vendas de ativos", disse, no domingo, a porta-voz do New York Times, Catherine Mathis.

Ontem, dois dos principais nomes apontados como possíveis compradores do Boston Globe - o publisher do Boston Herald, Patrick Purcell, e um ex-executivo do próprio Globe, Jack Connors - negaram que estejam negociando a empresa. "Não estou comprando nada que pertença ao New York Times", disse Connors ao Globe.

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