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#145;Não é hora de parar de investir em marketing#146;

O discurso para o público externo do executivo Martin Sorrell, presidente de um dos maiores grupos de propaganda e comunicação global, o inglês WPP , obedece o manual aplicado às ações de relações públicas no seu ramo de atuação em situações de crise: Não é hora de as empresas cortarem investimentos em marketing. O cortes podem sinalizar fraqueza aos olhos dos analistas, disse.

Agência Estado |

Porém, para o público interno, as 330 empresas do grupo espalhadas por 106 países - entre os quais o Brasil, onde detém as agências da rede Ogilvy, JWT e Young & Rubicam, entre outras -, o recado foi outro. O aviso da matriz, que chegou esta semana, pede cautela e contenção para os próximos meses, com corte de investimentos e contratações.

"O nosso principal desafio, diante da previsão de que a economia mundial irá crescer apenas 2% em 2009, é manter a expansão das receitas do WPP nesse mesmo patamar", admitiu ele em seu tom sempre acelerado, em contato com a imprensa ontem em São Paulo. O WPP faturou £ 31,7 bilhões no ano passado. A passagem pelo Brasil faz parte de uma programação de visitas mais constantes à América Latina, onde o grupo tem planos de crescer. Ele esteve no México, na Colômbia e passará pela Argentina.

Estão no radar do conglomerado, além da América do Sul, a Ásia e a África. Hoje, Sorrell anuncia a aquisição de empresa de marketing de varejo com origem africana e atuação na Ásia e Brasil. A motivação para tal segue as análises que apontam a mudança no eixo do capitalismo na direção dos países emergentes. O WPP, diz ele, quer se inserir melhor no novo cenário para atender clientes que devem crescer nesses mercados.

Sorrell também informou que sua atual pretensão é equilibrar a origem das receitas do grupo. Hoje, 37% delas vêm dos EUA, outros 37% da Europa e os restantes 26% dos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e de mais 11 países da Ásia e África, que o WPP agrega num mesmo núcleo.

No cenário de curto prazo, em razão do colapso financeiro, Sorrell vê com certo medo apenas um possível avanço do populismo e do protecionismo, que possam vir a prejudicar a volta do crescimento econômico. A novidade para todo o grupo será a mudança da sede da holding para Dublin, na Irlanda, com o objetivo de fugir dos altos impostos no Reino Unido. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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