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#145;Metas valem mesmo sem ajuda externa#146;

Ajuda financeira internacional será muito importante para que o Brasil consiga cumprir suas metas de redução do desmatamento e das emissões de gases do efeito estufa. Caso a ajuda não venha, porém, o governo não se eximirá da responsabilidade de cumpri-las, segundo a especialista Suzana Kahn, secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).

Agência Estado |

Em entrevista ao Estado, ela falou sobre o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, lançado anteontem.

Ambientalistas disseram que o plano é fraco, que as metas são muito tímidas. A senhora concorda?

Pelo contrário, acho que é um plano bem ousado. Quando fala da redução do desmatamento, o plano prevê um corte de emissão de quase 5 bilhões de toneladas de CO2. Isso é muito mais do que todos os países desenvolvidos fizeram até agora. Se você coloca uma meta muito audaciosa - como zerar o desmatamento -, você corre o risco de ser totalmente irreal e não ter instrumentos capazes de chegar lá. Para cada objetivo do plano, temos uma série de ações e instrumentos para atingi-lo. Esse compromisso com a realidade torna o plano muito mais legítimo e viável.

As metas estão vinculadas a recursos estrangeiros? E se esse dinheiro não vier, o que acontece?

Todos esses esforços demandam recursos. Não é uma questão de vontade política, simplesmente. Para que possamos avançar e reduzir ainda mais o desmatamento, não há dúvida de que recursos externos serão muito importantes. O plano é uma maneira de dizer: queremos fazer, podemos fazer, mas se houver ajuda poderemos atingir o objetivo muito mais rápido. Esse é o espírito. Se não vier dinheiro de fora, as metas permanecem. O compromisso é nosso, é do País.

E se as metas não forem cumpridas, o que acontece? Nada?

Vamos ter problemas cada vez maiores, pois temos muito a perder. O Brasil é um país muito dependente da agricultura e, portanto, muito vulnerável às mudanças climáticas. A pior coisa que pode acontecer é chegarmos a níveis de gases do efeito estufa na atmosfera que sejam inadministráveis.

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