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#145;Matriz não vai afetar GM do Brasil#146;

O presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila, reconheceu a grave situação da matriz nos Estados Unidos, mas disse que a filial tem independência financeira e não mudará os planos de investimentos. Ao contrário, a corporação vai proteger e priorizar os mercados onde há perspectivas de crescimento.

Agência Estado |

" Ele espera para o início de 2009 a aprovação da matriz para um investimento de US$ 1 bilhão no País, com recursos próprios, para renovação da linha de veículos.

"Em qualquer cenário de reestruturação da GM na América do Norte, a GM do Brasil não será impactada financeiramente porque não depende da matriz e tem recursos para financiar investimentos", afirmou o executivo ontem.

O grupo aguarda para esta semana a decisão do Congresso americano sobre pedido de empréstimo de US$ 25 bilhões que pode dar fôlego à companhia. A ajuda envolve também a Ford e a Chrysler, mas tem resistência dos congressistas republicanos. Hoje, os três principais executivos dessas empresas, Rick Wagoner, da GM, Alan Mulally, da Ford, e Robert Nardelli, da Chrysler, foram convocados para audiência no Comitê de Assuntos Bancários do Senado americano para explicar a situação das empresas.

Segundo Ardila, as ações que a GM do Brasil adotou nas últimas semanas, como férias coletivas, e as que forem adotadas no futuro "serão baseadas na situação do mercado brasileiro, e não da matriz". Hoje, retornam de férias coletivas 5 mil funcionários em São Caetano.

O executivo prevê que as vendas da indústria brasileira ficarão abaixo do esperado - em 2,85 milhões de unidades, ante 3 milhões projetados - e trabalha com dois cenários para 2009. Um pessimista, com queda de 8% nos negócios, para cerca de 2,6 milhões de veículos, e outro "otimista", com vendas de 2,9 milhões de unidades.

Ardila disse que a GM americana tem planos alternativos para se manter nos próximos meses, mesmo que a ajuda do governo local não seja aprovada agora. A idéia é buscar forma de sustentação até meados de janeiro, quando Barack Obama tomará posse. O novo presidente defende a ajuda financeira para as montadoras e terá maioria no Congresso. Ontem, a GM vendeu a fatia de 3% que tinha na japonesa Suzuki, por cerca de US$ 230 milhões.

"A direção mundial da GM nunca achou que a concordata, conhecida nos EUA como Chapter 11, fosse uma boa alternativa, pois criaria mais problemas do que soluções", disse Ardila. Segundo ele, por muitas décadas o setor automobilístico sustentou a economia americana. "Agora, pela primeira vez, pede ajuda do governo." Para ele, se o governo socorreu o setor financeiro para evitar uma crise na economia real, então, "parece lógico" ajudar a indústria automobilística, cuja cadeia emprega 3 milhões de pessoas.

A GM do Brasil continuará enviando à matriz dividendos em porcentual fixo sobre os lucros obtidos no País, seguindo normas do Banco Central. Nos anos mais difíceis para a indústria brasileira a GM teve perdas significativas e recebeu ajuda da matriz, disse Ardila. "Agora que somos muito lucrativos, estamos ajudando a corporação."

A região em que o Brasil está inserido é a mais lucrativa no momento para a GM. Junto com países da América Latina, África e Oriente Médio, ganhou, até o terceiro trimestre, US$ 1,47 bilhão. O Brasil representa 40% das vendas do grupo. A matriz, em igual período, teve prejuízos de US$ 20 bilhões.

Ardila informou que enviará à direção mundial, até março, o primeiro projeto do carro que será desenvolvido no novo plano de aporte de US$ 1 bilhão para o período 2009-2012. Atualmente, a GM tem em andamento programa de US$ 1,5 bilhão que inclui uma fábrica de motores em Santa Catarina e o lançamento, em 2009 e 2010, de dois carros que serão produzidos em São José dos Campos.

Com o desaquecimento das vendas no mercado brasileiro, a GM deve faturar este ano US$ 9,5 bilhões, ante US$ 11 bilhões esperados anteriormente. Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel disse que estudará a oferta de garantias estatais para a Opel, subsidiária européia da GM. A decisão será tomada até o Natal.

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