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#145;Inadimplência é um pretexto#146;

O diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, contesta a argumentação dos bancos, de que o spread, mesmo com queda do custo de captação, não pode cair por causa da maior exposição das instituições ao risco de inadimplência. Para ele, o efeito da inadimplência e de outros fatores que incidem sobre esse custo não justificam as altas acentuadas dos últimos meses.

Agência Estado |

Segundo ele, a inadimplência representa 37,4% da composição do spread. Dado o aumento de 0,4 ponto porcentual da inadimplência ocorrida de setembro para dezembro, segundo o Banco Central, seria esperado um aumento do spread de apenas 0,9 ponto porcentual, e não de 4,22 pontos como ocorreu no período.

Além disso, o diretor da Fiesp ressalta que houve ainda redução do compulsório e ganhos de escala que poderiam reduzir os custos administrativos. A carga tributária, por sua vez, se manteve inalterada, exceto para pessoa física, onde houve redução.

"Expectativa de inadimplência é pretexto para o aumento spread", disse Roriz Coelho. Para ele, é justamente o aumento do spread que leva ao crescimento da inadimplência. "Essa é uma profecia que se autorrealiza". Ele argumenta que a inadimplência tem caído para pessoas jurídicas, enquanto o spread sobe.

Para Roriz, mesmo com a redução de 1 ponto porcentual na taxa básica de juros, a sinalização dos bancos é de que o movimento de alta continuou em janeiro. Ele observa que os dados do Banco Central, ainda não consolidados, demonstram isso. "Nossas estimativas preliminares de janeiro mostram um aumento dos juros de 2,88 pontos porcentuais". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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