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Os líderes do G-20 devem reiterar a promessa de evitar o protecionismo e retomar as discussões globais sobre comércio, mas não devem trazer novidades sobre mais medidas de estímulo econômico para lidar com a crise, segundo informou ontem o jornal britânico Financial Times. O diário obteve um esboço do comunicado que será divulgado após o fim da reunião do grupo, que será realizado nesta semana em Londres.

De acordo com o FT, o documento preliminar não contém planos específicos para um pacote de estímulo fiscal, uma demanda dos países europeus. O documento afirma que a expansão fiscal que está em processo vai aumentar a produção global em mais de 2 pontos porcentuais e criar mais de 20 milhões de empregos.

Combinadas com o aumento de recursos para o Fundo Monetário Internacional (FMI), as medidas de estímulo fiscal e apoio ao sistema financeiro visam a permitir que a economia global volte a crescer no fim de 2010, diz o texto. Segundo o FT, o esboço do comunicado deixou um espaço em branco no trecho em que uma meta para a expansão econômica poderá ser acrescentada.

Uma fonte oficial disse ao jornal que o documento não deve ter mudanças significativas antes do encontro de 2 de abril. Mas a fonte ressaltou que ainda haverá debate sobre alguns pontos.

Com a declaração de que "uma crise global requer uma solução global", os líderes do G-20 prometem: "Nós estamos determinados a restaurar agora o crescimento, resistir ao protecionismo e reformar nossos mercados e instituições para o futuro", diz o texto. "Nós estamos determinados em assegurar que essa crise não seja repetida."
OBAMA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, em entrevista ao FT, que os líderes do G-20 enviarão uma "forte mensagem de unidade" para enfrentar a crise econômica mundial. "Com respeito ao estímulo, haverá um acordo pelo qual os países do G-20 farão o que for necessário para promover o comércio e o crescimento."
Obama disse que a economia mundial precisa tanto de estímulo econômico quanto de uma reforma regulatória. O primeiro ponto é defendido pelos EUA e o segundo, uma demanda dos europeus.

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