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#145;Faremos de tudo para encher nossos aviões#146;, diz Neeleman

A Azul Linhas Aéreas está disposta a responder à guerra tarifária iniciada esta semana pela Gol, que lançou uma promoção de passagens bastante agressiva, com destaque para as quatro rotas iniciais da novata. Vamos fazer o que for necessário para encher nossos aviões, afirmou o fundador da Azul, David Neeleman.

Agência Estado |

A Azul iniciou a venda de passagens por volta das 18 horas de ontem, imediatamente após receber o sinal verde da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A empresa estréia em 15 de dezembro com vôos diretos de Campinas para Porto Alegre e de Campinas para Salvador. As tarifas começam em R$ 159, por trecho, para Porto Alegre e em R$ 219 para Salvador. Para os dois destinos, haverá cinco opções de horários. De Gol, a passagem Campinas-Salvador está em promoção a partir de R$ 209, e o vôo para Porto Alegre começa em R$ 129. A promoção da Gol é válida para o período de 15 de dezembro a 28 de fevereiro. Os vôos são com escala e é preciso permanecer pelo menos dez dias no destino.

A partir de 14 de janeiro, a Azul passa a oferecer vôos diários e diretos para Campinas-Curitiba (a partir de R$ 129) e Campinas-Vitória (a partir de R$ 149). De Gol, obedecendo as restrições de dez dias no destino, o vôo para Curitiba começa em R$ 51 e o de Vitória, em R$ 119. Curitiba é o único dos quatro destinos para onde a Gol oferece um vôo direto por dia. "Queremos ter lucro, e R$ 51 não dá lucro", afirmou Neeleman, que é americano nascido em São Paulo. "Mas, se tivermos de baixar nossas tarifas, vamos baixar."

A Azul está convertendo algumas encomendas de jatos Embraer 195 para o modelo 190, de olho na abertura do aeroporto Santos Dumont, no Rio. O motivo: o 195 opera com bastante restrição na pista do Santos Dumont, uma das mais curtas do mundo, o que não acontece com o 190.

"Nós já sabíamos que havia restrições para o 195 no Santos Dumont, mas não contávamos com esse aeroporto no nosso plano original, pois ele estava limitado para vôos da Ponte Aérea e para os vôos regionais", explicou Neeleman.

A empresa encomendou originalmente 36 jatos modelo 195, de até 118 lugares, com mais 40 opções de compra. Pelo menos 4 dos 36 jatos já foram convertidos para o modelo 190, de cem lugares, e serão entregues ao longo de 2009. A empresa também alugou outros dois 190 que estavam em operação pela americana JetBlue.

"Vamos ficar em Campinas até abrir o Santos Dumont", disse Neeleman. "Tenho certeza que ele será aberto." A nova companhia comprou uma briga com o governador Sérgio Cabral por conta de sua defesa da abertura do aeroporto. Cabral acredita que a abertura do Santos Dumont esvaziaria o Galeão, aeroporto que pretende privatizar.

Entretanto, a Anac já abriu consulta pública sobre a abertura do aeroporto e sustenta que a restrição, promovida no tempo do Departamento de Aviação Civil (DAC), antecessor da Anac, não tem base legal.

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