Funcionário da Odebrecht, Fernando Bessa é esperado na manhã de hoje em São Paulo, vindo do Equador, de onde foi expulso pelo presidente Rafael Correa na segunda-feira. Ele falou ao Estado enquanto arrumava as malas, após ter passado 20 dias na embaixada brasileira.

O sr. se sentiu ameaçado?

Não. Esse é um problema pontual, embora não seja fácil sair de um país desse jeito. Também fiquei apreensivo, afinal vi meu nome espalhado por aí.

Como foram os 20 dias na embaixada?

Foi o melhor que poderia acontecer. Recebi todo apoio. Mesmo assim, resolvi sair de lá porque, felizmente, não havia uma ordem que me impedisse de circular dentro do país.

Qual sua relação com o Equador?

Cheguei aqui em 1985, vi a empresa pôr seu primeiro pé no Equador, onde fiquei
até 2002. Depois, voltei em 2007 e fiquei até hoje. Eu me sinto muito
identificado com o país.

Esse é um incidente isolado ou revela animosidade com as empresas brasileiras?

É isolado e eu não guardo mágoas desse episódio. Desejo toda sorte para os equatorianos. Eu ainda tenho muito carinho pelo Equador. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.