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#145;Engana-se quem vê mudança na estratégia do BC#146;

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, negou que as recentes medidas adotadas pela autoridade monetária sejam uma mudança na sua estratégia de atuação. Ele reafirmou que o compromisso do BC é com o regime de metas para a inflação.

Agência Estado |

"Engana-se quem vê nas medidas adotadas pelo BC uma mudança na sua estratégia de atuação", afirmou. "É importante que isso esteja bem claro para a sociedade."

Meirelles ressaltou no entanto que a calibragem e o timing da atuação do BC levam em conta o que está ocorrendo na economia, até mesmo no que se refere à oferta de crédito e às incertezas trazidas pela crise internacional, além de outros fatores. "As decisões do Copom continuarão, em suma, condicionadas pelas nossas projeções para a inflação e o balanço de riscos associados a essas projeções, e levarão em conta todos os desenvolvimentos recentes do mercado."

O presidente do BC fez essas afirmações durante a cerimônia de posse da nova diretoria da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) ontem em São Paulo. No evento, Meirelles destacou que a atuação do BC visa a mitigar o impacto da crise, mas sem artificialismos, que podem provocar desequilíbrios, com riscos consideráveis para a economia. No fim de semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia garantido que o governo não adotará nenhum pacote econômico em razão da crise.

Meirelles ressaltou que a "pujança" da demanda doméstica, alicerçada no mercado de trabalho, deve continuar sustentando a expansão do PIB nos próximos meses, ainda que em ritmo mais modesto.

Ele afirmou que foi pelo fato de o País ter acumulado "um volume expressivo de reservas" no período da bonança que, agora, o governo dispõe de um vasto arsenal de recursos para prover liquidez adequada ao sistema. "Nossa tão criticada acumulação de reservas, sem prejuízo da necessária flexibilidade cambial, mostra-se hoje providencial."

Meirelles salientou que, ao contrário do que muitos pensam, a autoridade monetária pode atuar com flexibilidade, pragmatismo e serenidade diante da crise.

O presidente do BC afirmou que as contas públicas são hoje fator estabilizador. Ressaltou que a cada 10% de desvalorização do real existe uma queda de 1,1 ponto porcentual da dívida líquida em relação ao PIB.

Meirelles disse ainda que o BC vem tomando diversas medidas para aliviar as restrições de liquidez em reais e em dólares, e citou o leilão de dólares feito ontem.

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