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#145;Decisão do BC vai contra o interesse nacional#146;

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, acredita que a decisão do Banco Central de manter a Selic vai tornar o crédito ainda mais escasso. Com juros elevados, a falta de recursos vai ficar ainda mais grave, diz.

Agência Estado |

Como o sr. avalia a decisão do Copom?

Lamentável. É uma medida que vai na contramão do mundo inteiro.

Na sua opinião, o que influenciou os técnicos do BC na decisão?

A inflação está dentro da meta. Essa não é uma preocupação do momento. Nosso problema hoje é falta de recursos no mercado e o custo altíssimo do crédito. O mercado precisa ser irrigado por muito mais crédito. Hoje já existe falta de recursos. Com os juros elevados, vai ficar ainda mais grave. Os técnicos do Banco Central que estão liberando compulsório para irrigar o mercado não deram o exemplo.

Qual o impacto dessa decisão na indústria?

O impacto não se dará somente na indústria. Há uma crise gravíssima internacional, que não conhecemos a extensão e a duração. Por isso, temos que tomar medidas pra estimular consumo, investimento e o emprego. Uma decisão dessas vai contra o interesse nacional.

Qual seria uma margem razoável para a Selic neste momento?

Esse seria o momento de o BC fazer o maior corte possível e deixar um viés de baixa para outras reduções de juros nas próximas semanas. Com uma dívida de R$ 1,5 trilhão, o governo paga R$ 15 bilhões por ano a cada aumento de 1% na taxa Selic. Esse dinheiro poderia ser transformado em investimentos para ativar a economia e amenizar os efeitos dessa crise internacional. É um momento de estimular a produção, e não de pagar juros.

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