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#145;Crédito volta, mas mais caro e com prazo menor#146;

O ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor da Unicamp Júlio Sérgio Gomes de Almeida avalia que, de forma geral, a concessão de crédito para pessoas físicas realmente melhorou. Em compensação, os custos cresceram e os prazos dos financiamentos encolheram.

Agência Estado |

"Isso afugenta o consumidor", disse.

No que se refere a empresas, Gomes de Almeida afirmou que a situação varia de acordo com o porte e com o setor da economia em que a companhia atua. Para pequenas e médias empresas, observou, as restrições permanecem. "Mesmo os empréstimos via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) continuam complicados, pois oferecem baixa rentabilidade e, portanto, os bancos repassadores não têm interesse", disse.

O ex-secretário afirmou que, para as grandes, nunca faltou crédito. "Mas ficou mais caro", ressaltou. Dos exportadores e dos agricultores, Gomes de Almeida disse que ainda tem ouvido muita reclamação. "Em janeiro, as exportações caíram 36% principalmente por causa da falta de crédito", exemplificou.

O economista destacou que, mesmo que a quantidade de dinheiro disponível na economia tenha voltado aos níveis pré-crise, isso, na prática, significa uma diminuição (do ponto de vista das empresas).

"Antes da crise, o crédito à pessoa jurídica estava crescendo 3% ao mês em termos reais (descontada a inflação)", disse. Segundo Gomes de Almeida, como a velocidade de expansão caiu drasticamente a partir de setembro, houve, no fim das contas, um recuo "expressivo".

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