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#145;Brasil pode ser líder em sustentabilidade#146;

Para Daniel Esty, professor de Yale e autor do livro O verde que vale ouro (Editora Campus), quase nenhum país está tão bem preparado quanto o Brasil para assumir um papel global de liderança no desenvolvimento sustentado. O País tem várias empresas que são líderes mundiais, e o ambiente é encarado muito seriamente pela comunidade empresarial, o que posiciona o Brasil como um líder global em potencial, disse Esty, em entrevista ao Estado.

Agência Estado |

Ele participou, na segunda-feira, do evento Expo Management, em São Paulo.

Para que isso aconteça, segundo o professor, o governo brasileiro precisa cumprir seu papel. "O governo não conseguiu desenvolver uma estrutura de políticas que aborde seriamente a necessidade de inovação e não conseguiu abordar seriamente a necessidade de o Brasil assumir um papel de liderança em termos de compromissos globais", afirmou Esty.

O professor defendeu mudanças nas políticas de comércio exterior para energias limpas, para que as diversas alternativas possam concorrer entre si e haja um teste que mostre quais serão de interesse da sociedade no longo prazo. "Nesse contexto, o etanol brasileiro parece um competidor forte", completou. Atualmente, os Estados Unidos e outros países impõem obstáculos comerciais ao etanol brasileiro, o que dificulta a sua exportação.

Esty criticou o pensamento de que sai mais caro ser ambientalmente responsável. "Uma parte importante de se adotar uma estratégia ambiental é alcançar uma eficiência ecológica, o que significa um uso mais cuidadoso da energia e dos recursos. As empresas podem reduzir o montante de energia que consomem para fabricar seus produtos. Ou podem reduzir o desperdício e os resíduos, diminuindo os custos", disse.

O professor de Yale citou algumas empresas brasileiras como exemplos de estratégia ambiental. "Acho que o trabalho do Banco Real em tentar assegurar uma atenção maior ao ambiente e à sustentabilidade em suas práticas bancárias é um bom exemplo de uma empresa de ponta. E acho que a Natura é outra empresa que tornou as ofertas ambientais ao mercado uma parte central de sua estratégia de negócios."

Mas entender que o mundo está se tornando verde não basta. Segundo Esty, o principal erro que pode ser cometido pelas empresas é achar que qualquer iniciativa ambiental dará resultado. "As empresas precisam ter muito cuidado ao escolher as iniciativas ambientais que irão tomar", disse. "Como num novo plano de marketing ou numa nova campanha publicitária, é necessário que as empresas que querem se tornar verdes façam sua lição de casa e analisem com sofisticação onde as oportunidades verdes estão, e o que é preciso para executá-las com sucesso."

Esty não acredita que a crise financeira irá prejudicar a busca por alternativas energéticas mais limpas, mesmo com a queda do preço do petróleo. "Ele ainda é hoje duas vezes maior do que há três anos. A lógica para a eficiência energética ainda é muito forte."

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