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#145;Blindagem é de papel crepom#146;, diz economista

O Brasil será um dos países da América Latina mais afetados pela crise financeira internacional, podendo sofrer desdobramentos negativos tanto na área macroeconômica quanto na financeira. A conclusão faz parte de estudo divulgado ontem por Reinaldo Gonçalves, professor do Instituto de Economia Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Agência Estado |

"De uma forma geral, os países latino-americanos demoram mais a subir a ladeira do crescimento e do ajuste econômico. Mas quando ocorre uma crise, a descida da ladeira é muito mais rápida que a observada em outros países", ilustra Gonçalves.

O estudo sobre os desdobramentos divide em três grupos os países da região. No primeiro deles estão os "sobreviventes" - Bolívia e Peru - que terão taxas de crescimento relativamente elevadas e não sofrerão o processo de desaceleração. No segundo, estão países "atropelados" - Paraguai, Colômbia e México - com baixas taxas de crescimento e forte desaceleração econômica.

O terceiro grupo é o de "atingidos": aqueles que terão taxas relativamente baixas de crescimento, mas conseguirão reduzir os impactos na desaceleração. Ai estão Equador, Chile e Brasil. Já Argentina, Venezuela e Uruguai terão forte efeito de desaceleração.

No que diz respeito ao risco financeiro do Brasil , o economista cita como ponto de preocupação a "blindagem de papel crepom do Brasil". Para ela, existe um falso argumento de blindagem, ancorada em três aspectos: menor dependência das exportações brasileiras em relação ao mercado dos Estados Unidos, elevado nível das reservas internacionais e dinamismo da absorção do mercado interno.

"É verdade que a participação dos Estados Unidos como mercado para as exportações brasileiras de bens reduziu-se de 24,7% em 2001 para 18,0% em 2006. A crise economia nos Estados Unidos reduziu ainda mais esta participação em 2007 e 2008. Neste período houve aumento das participações da China e do México como destino das exportações brasileiras. Estes são países dependem, significativamente, do mercado dos Estados Unidos", defende ele.

Em relação ao nível das reservas internacionais, Gonçalves diz que, apesar do forte crescimento do montante a partir de 2006, houve aumento no descompasso das contas externas. "O passivo externo do país quase triplicou visto que passou de US$ 343 bilhões em 2002 para US$ 939 bilhões em 2007." Segundo ele, o dinamismo do mercado interno festejado pelo governo poderia ser afetado pela elevação das taxas de juros no Brasil.

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