O presidente da Nokia do Brasil, Almir Narcizo, fala sobre o comportamento do consumidor nos últimos meses e sobre o que muda na empresa com a desaceleração. Como foi o fim de 2008? O Natal foi bom.

As operadoras e o varejo compraram normalmente, mas nós já percebemos o consumidor mais desconfiado. Houve uma cobertura muito grande da crise mundial pela mídia, e acho que isso acelerou o processo de desconfiança do consumidor. Foi claro para nós que o consumidor ficou mais preocupado em relação a salário, emprego e endividamento.

O que vocês esperam para os próximos meses?

Infelizmente, a gente não pode comentar o futuro. O momento é de muita instabilidade no mercado de ações. O que a Nokia já divulgou é uma expectativa de diminuição de 10% no volume de aparelhos para este ano, no mercado mundial.

Você também sentiu a desaceleração nos mercados de exportação da fábrica de Manaus?

É nítido que a América Latina toda está desacelerando. A região inteira sentiu, principalmente no último trimestre. A crise acabou atingindo essa parte do mundo por último, não só no Brasil, mas na América Latina como um todo.

O que muda na operação nesse cenário?

A gente reforça a estratégia de serviços. A Nokia vem comprando empresas de serviços desde 2006. Continuar diferenciando o aparelho, só o hardware, não é suficiente. Quando temos um cenário financeiro mais complicado, é o momento para fazer com que essa estratégia seja fortalecida.

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