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Amorim vê caminho mais árduo para Doha diante de nova exigência de países ricos

SÃO PAULO - O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, afirma que retrocessos na postura dos países desenvolvidos podem tornar mais árduo o caminho para um acordo na Rodada Doha, embora acredite que seja possível chegar a um entendimento no encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC) marcado para o próximo dia 21 de julho, em Genebra.

Valor Online |

Estou realista: achando que é possível, mas sabendo que não é fácil. É assim que vamos entrar lá, disse Amorim, que participou hoje de encontro com representantes de Argentina, Paraguai e Uruguai, no Rio de Janeiro, para fechar a posição do bloco de países para a negociação.

O chanceler brasileiro frisou que, entre os retrocessos nos documentos fechados até o momento em reuniões multilaterais que antecedem o encontro de Genebra, está a tentativa de países desenvolvidos de proteger com cotas produtos que não tinham essa garantia na Rodada Uruguai.

Achamos que isso abre uma caixa preta em que qualquer produto poderá entrar, com graves prejuízos para os nossos interesses nos mercados dos países ricos, acrescentou o ministro.

O tom de encontro de hoje foi de que os países desenvolvidos precisam dar maior flexibilidade à questão agrícola. Os desenvolvidos têm que fazer o maior esforço e, nos documentos que temos, isso não está claro, disse o chanceler argentino, Jorge Taiana.

Amorim foi taxativo na questão, embora tenha afirmado que a falta de avanço na questão agrícola não surpreendeu os líderes do Mercosul. Precisamos avançar mais na agricultura, pois muita coisa não avançou. Mas não que isso tenha nos surpreendido, disse.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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