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Amorim: questão da Odebrecht no Equador é política

Em uma clara demonstração de que o governo brasileiro está convencido que os arroubos contra a Odebrecht e as ameaças de não pagamento do empréstimo do BNDES para a construção da usina hidrelétrica no Equador fazem parte do clima eleitoral, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que não acredita que haja qualquer evolução nesta discussão até o próximo domingo, data do referendo no qual o governo daquele país pretende aprovar o projeto de Constituição, crucial para sua proposta de refundar o Equador. De ontem para hoje não houve nenhuma evolução e não acredito que haja até domingo, declarou o ministro.

Agência Estado |

Ele afirmou, no entanto, "que está atento" ao caso. Segundo Amorim, "o Brasil acompanha com preocupação" os últimos acontecimentos no País. "Mas é preciso esperar para ver como as coisas se desenvolvem nos próximos dias", disse.

Celso Amorim tentou minimizar a possibilidade de o BNDES poder levar um calote e não receber os US$ 243 milhões emprestados para a construção da usina. "Eu não vejo muito como este calote no BNDES pode ocorrer. O empréstimo do BNDES é para empresa e a garantia é a CCR e não conheço nenhum caso de descumprimento do CCR", declarou, referindo-se ao Convênio de Crédito Recíproco (CCR). "Seria uma imensa surpresa."

O ministro observou ainda que pelo que foi informado, a Odebrecht já admitiu que "houve erros involuntários e que está disposta a assumir esta parte". E emendou: "se houve isso, não há razão para deixar de pagar". Amorim comentou ainda que evidentemente o governo brasileiro sempre procura "defender e proteger as empresas brasileiras. E completou: "mas não podemos julgar totalmente o mérito da questão. E nem temos meios técnicos para isso". Ele disse ainda que "se a companhia propôs uma arbitragem, uma auditoria imparcial internacional, seria uma coisa boa".

Rodada Doha

Celso Amorim demonstrou otimismo em relação à retomada das negociações para a rodada Doha, de livre comércio. "Em sempre disse que Doha nunca morreu. A questão toda é saber o tempo que vamos levar", afirmou. Segundo o ministro, "se a negociação avançar ainda este ano, com um acordo de modalidade, a próxima administração americana, qualquer que seja, já vai ter algum modelo pronto com apoio de muitos países que será difícil ser alterado".

Ele lamentou que, se não for fechado um acordo logo, e demorar mais dois ou três anos, as pessoas vão continuar morrendo enquanto as negociações não caminha. "Enquanto isso, pessoas morrem de fome na África, produtores de algodão continuarão a enfrentando grandes subsídios norte-americanos, e a Índia não vai dispor do mecanismo que ela quer criar, que hoje não existe", disse

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