O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, informou hoje, durante a VII Reunião Extraordinária do Conselho do Mercado Comum, que os países reforçaram a necessidade de coordenação macroeconômica nesse momento de crise internacional. Segundo ele, os países enfatizaram a necessidade de valorização e fortalecimento do patrimônio da integração para minimizar o impacto da crise nos fluxos comerciais, financeiros e nos investimentos.

O chanceler brasileiro também relatou que, na reunião, foi destacada a necessidade de reforço dos mecanismos financeiros regionais.

Segundo Amorim, essa coordenação macroeconômica não se faz de uma hora para outra e a reunião foi o primeiro passo. De acordo com ele, não dá para responder a todas as questões colocadas. Amorim disse que a reunião terá continuidade e um novo encontro foi marcado para o dia 15 de dezembro, quando serão discutidas propostas mais específicas.

Ele disse que o fato de a maioria dos participantes do encontro ser ministros de Economia e presidentes de bancos centrais anima no caminho da coordenação financeira "em benefício de todos". Amorim também disse que é a primeira vez que os países do bloco se reúnem para fazer uma análise conjunta e que, em outras crises do passado, não havia essa preocupação. O ministro reforçou que foi a primeira vez que viu uma reunião inteira para discutir o mesmo assunto: a crise financeira internacional.

Amorim disse que as percepções não são idênticas. Alguns países acreditam que a situação vai se estabilizar e outros pensam que ela vai piorar. Quando questionado, o ministro brasileiro não quis responder quais as posições de cada país. "São matizes", disse.

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