Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Amorim: faltam avanços substanciais em agricultura na OMC

Rio, 14 - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que os países do Mercosul têm a posição comum de que a rodada da Organização Mundial do Comércio (OMC) carece de avanços substanciais na agricultura. Segundo Amorim, há imprecisões no texto proposto para negociação na OMC em relação aos subsídios internos, e em relação a salvaguardas especiais.

Agência Estado |

Ele deu as declarações após o encerramento de encontro do Mercosul, preparatório para a reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na semana que vem.

Amorim disse ainda que "houve mesmo retrocessos". Segundo o ministro, este é o caso da possibilidade de incluir novos itens na relação de produtos sensíveis, o que permitiria a criação de cotas também pare esses produtos que hoje não estão na lista. A inclusão de novos produtos, diz Amorim, pode gerar "graves prejuízos". O chanceler brasileiro destacou que "o motor da rodada é a agricultura". De acordo com ele, fica difícil avançar em outros assuntos sem que isso ocorra na agricultura.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, também disse que "os países desenvolvidos devem fazer maior esforço". Ele declarou que nos documentos atuais das propostas feitas pela OMC esse esforço dos países mais ricos não está claro. "Insistimos que a possibilidade de resultado positivo, equilibrado e balanceado depende de maior esforço de países desenvolvidos", afirmou.

Diante das perguntas dos jornalistas sobre se essa posição dificulta um acordo na OMC para o Rodada Doha, Amorim respondeu: "Estou realista, achando que é possível, mas sabendo que não é fácil". Durante a entrevista coletiva, ao ser questionado sobre as possibilidades reais dos países do Mercosul cederem em relação às proteções à indústria, reivindicação dos países desenvolvidos, Amorim passou a palavra para o chanceler argentino, que voltou a destacar a necessidade de mais avanços na questão agrícola. "Temos que trabalhar muito para chegar a uma posição", disse Taiana.

O vice-ministro da Relações Exteriores do Uruguai, Pedro Vaz, afirmou que "a rodada está avançando", o que não significa que neste momento esteja fechada. De acordo com ele, é importante "ver os ganhos nesse pacote (de agricultura e indústria)". Ele afirmou ainda que "é possível chegar a um acordo geral, não com todos os detalhes, até o fim do ano".

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG