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Amorim: etanol foi negociado, mas venda de posição nunca se passou

Brasília, 26 - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reconhece que o Brasil negociou o etanol dentro de várias hipóteses, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas acrescenta que vender a posição do G-20 em matéria de cotas tarifárias em troca de solução para o etanol é algo que nunca se passou. Isso nunca fez parte de nenhuma barganha e é um equivoco, reiterou, em entrevista concedida no hotel Waldorf Astoria, em Manhattan.

Agência Estado |

O ministro disse que o embaixador Roberto Azevedo vai apresentar as credenciais para o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, em Genebra, e vai levar a proposta para o encontro com ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath. "Preocupa-me muito a unidade do G-20. Se há mal-entendido temos de esclarecer", acrescentou. "Independentemente de ser um equívoco ou não, Brasil e Índia devem se entender".

As considerações do ministro respondem a uma carta enviada esta semana pelo governo da Índia ao diretor-geral da OMC, insinuando que o Brasil estaria vendendo sua posição nas negociações da Rodada Doha de comércio multilateral em troca de acesso aos mercados americanos e europeus para o etanol, carro-chefe da política comercial do País. Hoje, Amorim avaliou que o ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, "não fez nenhuma acusação pejorativa sobre o Brasil" na carta.

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