Genebra, 25 jul (EFE).- O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim afirmou hoje que os países que negociam um pacto para a liberalização do comércio mundial ficaram hoje próximos de um acordo, embora tenha reconhecido que ainda há temas abertos que terão que ser resolvidos em dois ou três dias.

"Hoje estamos mais próximos de um acordo, embora nem todos os assuntos estejam encerrados", disse ao término de uma reunião com dezenas de ministros que, desde a segunda-feira, estão em Genebra para tentar um pacto na Rodada de Doha negociado na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo Amorim, a possibilidade de alcançar o esperado acordo passou dos 50% do início da semana, para "65%".

A Rodada de Doha é um ciclo de negociações com o qual se procura reduzir os subsídios à agricultura nos países ricos e abrir os mercados tanto de produtos agrícolas e industriais, quanto de serviços.

O Brasil foi um dos países que, junto com Austrália, China, Índia, Japão, Estados Unidos e União Européia, liderou as negociações.

Amorim revelou que foi o primeiro a aceitar formalmente ante o resto de ministros um texto apresentado pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, para terminar de fechar os pontos de desacordos entre os negociadores.

Ele explicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha dado instruções de que, se o resultado fosse propício para os mais pobres, o Brasil poderia mostrar flexibilidade em sua posição.

Amorim ressaltou que a "Índia não está de acordo" com a proposta de Lamy.

O chanceler disse também que ficaram assuntos pendentes, pois na reunião não se chegou a falar de temas muito delicados para grupos de países em desenvolvimento. EFE is/rr

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