Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Amorim: Brasil pode esperar até 4 anos para obter melhor acordo de Doha

O Brasil está disposto a esperar três ou quatro anos para obter um melhor acordo do que o negociado atualmente na OMC para a liberalização do comércio mundial, assegurou neste sábado o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

AFP |

Amorim considerou que um fracasso da reunião ministerial que será iniciada segunda-feira na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, adiaria a conclusão de um acordo de livre comércio em três ou quatro anos.

"Se esperarmos, obteremos um acordo melhor que este", disse o ministro brasileiro em uma entrevista coletiva à imprensa na cidade suíça.

Já o diretor da OMC e organizador da reunião que será aberta na segunda-feira, Pascal Lamy, depositou suas esperanças em uma conclusão ainda neste ano da Rodada de negociações lançada em 2001 na capital catari.

"A opinião pública muda em nosso favor", explicou o ministro brasileiro, ao se referir aos subsídios agrícolas dos países ricos, que aumentam os preços mundiais e prejudicam os agricultores dos países em desenvolvimento.

Amorim, que desde o início das negociações desempenha o papel de porta-voz das nações emergentes, acusou os países desenvolvidos de não abrir suficientemente seu setor agrícola e de exigir muitas mudanças aos países do Sul.

"Não se pode tirar o máximo dos mais fracos e dar somente o mínimo em troca", considerou o chanceler brasileiro.

A reunião de segunda-feira em Genebra, da qual participarão os ministros de trinta países, está destinada a superar os principais divergências que bloqueiam a Rodada de Doha - os subsídios agrícolas e as tarifas alfandegárias sobre os produtos agrícolas e industriais -, para que se possa avançar para a conclusão de um acordo global antes do final do ano.

A chamada Rodada de Doha para a liberalização do comércio mundial já sofre um atraso de quatro anos em relação ao calendário previsto inicialmente.

bar/dm

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG