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Amorim: Argentina propõe defesa comercial conjunta

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que os países do Mercosul podem adotar mecanismos conjuntos de defesa comercial. A proposta, que foi apresentada pela Argentina, foi discutida hoje durante a Reunião Extraordinária do Conselho do Mercado Comum.

Agência Estado |

"Não descartamos o uso de medidas desde que não tenham caráter discriminatório", disse.

Celso Amorim explicou que esses mecanismos ainda precisam ser criados. O chanceler disse que a resposta à crise financeira internacional não é o protecionismo nem mesmo dentro do Mercosul. A resposta, segundo ele, tem que ser mais integração, mais comércio, menos subsídios e menos distorções. O ministro ressaltou que é preciso, neste momento, estar muito vigilante porque é uma situação nova.

Segundo ele, a atual crise é muito diferente das passadas e a aplicação de medidas tradicionais neste momento pode ter efeitos contraproducentes. Ao ser questionado se o Brasil temia a entrada de produtos da China subfaturados, Amorim respondeu que os problemas já existiam antes da crise e que sempre que houver prática de dumping o Brasil usará os mecanismos que existem.

O ministro das Finanças da Venezuela, Ali Rodriguez, afirmou que a crise está longe de ter chegado ao fim. Segundo ele, as medidas adotadas nos Estados Unidos, União Européia e até mesmo no Japão ainda não surtiram o efeito esperado. "Vocês viram como amanheceram as bolsas. Não há confiança", afirmou Rodriguez. Segundo ele, a crise de liquidez compromete o sistema financeiro e o consumo mundial. "A estabilidade do mundo está severamente atingida", disse.

Ele defendeu a realização urgente de uma reunião das Nações Unidas na qual seria criado um comitê para definir punições para aqueles que se apropriaram dos milhares de dólares dos depositantes no mundo todo. "É um crime contra a humanidade que resultará no incremento da pobreza e da fome, conforme previu a FAO" (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), afirmou o ministro venezuelano.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, avaliou que o país tem condições de manter um nível adequado de crescimento porque o nível de produção e emprego é objetivo fundamental do governo argentino. Segundo ele, o país não tem muito capital especulativo depois da crise severa que a Argentina enfrentou em 2002. Ele também afirmou que não considera as medidas adotadas pela Argentina recentemente para restringir a entrada de produtos importados no país como uma medida específica contra a crise. Segundo ele, a mudança foi feita para melhorar o controle alfandegário.

Já o vice-ministro das Relações Econômicas e de Integração do Paraguai, Oscar Campuzano, afirmou que esse momento de crise talvez seja a oportunidade para aumentar a integração do Mercosul. Segundo ele, a crise irá gerar uma perda de mercados para os produtos industrializados e maior solidariedade no comércio da região talvez seja a resposta que fortalecerá a América do Sul.

FMI

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, descartou um pedido de ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele culpou o FMI como um dos responsáveis pela crise financeira internacional. Taiana defendeu a necessidade de criação de uma comissão, dentro do Mercosul, de monitoramento dos impactos da crise nos fluxos comerciais e financeiros. Segundo ele, nesse momento, é preciso valorizar a integração e o comércio na região. Para Taiana, o comércio é uma defesa e uma resposta para a crise. O vice-chanceler do Uruguai, Pedro Vaz, também reforçou a necessidade de fortalecimento do comércio dos países da região.

Brasil

Amorim afirmou que o fato de o Brasil não estar "prostrado" como estaria há 10 ou 15 anos atrás, numa situação de crise como a atual, mostra que o País está sólido e que as políticas macroeconômicas adotadas na região, e particularmente no Brasil, conduziram a uma economia muito mais sólida. Segundo o ministro, a diversificação dos mercados que são destinos das exportações brasileiras também contribuiu bastante para reduzir o impacto da crise.

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