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Amorim aprova iniciativa americana de reduzir subsídios, mas quer mais

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta terça-feira, em Genebra, que a oferta dos Estados Unidos de reduzir os subsídios agrícolas demonstra o compromisso de Washington com as negociações para a liberalização do comércio mundial, mas quer mais ambição para concluir o acordo na OMC (Organização Mundial do Comércio).

AFP |

A proposta feita pela representante americana do Comércio, Susan Schwab, "mostra o compromisso dos EUA com a negociação, mas com um baixo nível de ambição", afirmou Amorim à imprensa, em Genebra.

Schwab anunciou que seu país está disposto a reduzir os subsídios agrícolas que distorcem os fluxos comerciais a US$ 15 bilhões, melhorando sua oferta anterior de US$ 17 bilhões.

Schwab apresentou a iniciativa como contribuição para o desbloqueio da Rodada de Doha, que já tem sete anos.

Em troca, pediu concessões dos países em desenvolvimento no que diz respeito às tarifas aplicadas sobre os produtos industriais.

Mais cedo, um membro da delegação brasileira, que não quis se identificar, afirmou que, embora a iniciativa seja boa, a quantia dos subsídios concedidos pelo governo americano a seus agricultores ainda é "muito elevada".

O responsável lembrou que o G20 de países emergentes exigiu que os EUA limitassem seus subsídios agrícolas a US$ 12 bilhões. Em Genebra, o texto em discussão sugere que estes subsídios fiquem entre US$ 13 bilhões e US$ 16,4 bilhões.

A União Européia (UE) considerou por sua vez que a proposta de Schwab é razoável nesta etapa das negociações, mas que os EUA podem ir mais longe.

ama-js/lm

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