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Amorim acentua crítica a sanções contra Teerã

Em discurso na Conferência de Desarmamento das Nações Unidas, em Genebra, o chanceler Celso Amorim voltou a criticar as sanções internacionais impostas ao programa nuclear iraniano e fez uma defesa enfática do acordo Brasil-Turquia-Irã. O ministro atacou ainda a relutância de potências em reconhecer a ascensão de países emergentes e a formação de uma nova ordem internacional.

AE |

Em discurso na Conferência de Desarmamento das Nações Unidas, em Genebra, o chanceler Celso Amorim voltou a criticar as sanções internacionais impostas ao programa nuclear iraniano e fez uma defesa enfática do acordo Brasil-Turquia-Irã. O ministro atacou ainda a relutância de potências em reconhecer a ascensão de países emergentes e a formação de uma nova ordem internacional. Ao comentar o caso iraniano, o chanceler do Brasil retomou as críticas ao Conselho de Segurança da ONU, dizendo que a instituição não deu "uma oportunidade" para que o acordo patrocinado por brasileiros e turcos "rendesse frutos". O Conselho aprovou uma quarta rodada de sanções contra o programa nuclear iraniano há uma semana. Entre os 15 membros da instituição, apenas Brasil e Turquia votaram contra as medidas adicionais (o Líbano se absteve). "Estávamos guiados pelo objetivo de encontrar uma fórmula que garantisse o direito do Irã de usar energia nuclear para fins pacíficos", disse o chanceler. Ao mesmo tempo, brasileiros e turcos buscavam garantias de que "o programa iraniano só tenha fins pacíficos". Na avaliação de Amorim, a decisão do Conselho de Segurança mina as chances de uma solução pacífica para a questão iraniana e prejudica futuros esforços de diálogo com Teerã. "Se as partes decidirem em algum momento retornar à mesa de negociações, encontrarão um desafio ainda maior", afirmou o ministro. Ontem, o Irã garantiu que não será afetado pelas sanções unilaterais adotadas pela União Europeia (UE). O bloco foi além das restrições impostas pela ONU, aprovando medidas contra o setor de energia iraniano. Amorim fez críticas especiais ao fato de os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU serem os mesmos países reconhecidos como "potências atômicas" pelo Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). Para ele, trata-se de uma "triste coincidência" que se tornou "anacrônica".

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