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Americanos voltam a consumir

Animados por cheques do governo Bush e pelos descontos, os americanos voltaram às lojas em junho após meses de depressão, enchendo principalmente as redes populares como Wal-Mart e Costco.

AFP |

Num momento em que a disparada dos preços da gasolina e dos produtos alimentares afetam os consumidores há vários meses, as redes de lojas constataram um aumento de 4,3% de suas vendas em junho, muito superior às previsões de 2% a 2,5%, informou o Conselho internacional dos centros comerciais (ICSC).

"O mês de junho acabou sendo melhor do que o previsto graças aos cheques do plano de estimulação da economia e ao clima mais quente. As vendas foram impulsionadas pelas redes populares", explicou Michael Niemira, economista do ICSC, que prevê um aumento de 2% a 3% para julho.

Para animar os consumidores, o governo de George W. Bush havia elaborado em fevereiro um plano de recuperação econômica que incluía um reembolso dos impostos para cerca de 130 milhões de americanos: desde maio, cada um devia receber pelo correio um cheque de 600 a 1.200 dólares. No total, o governo americano distribuiu 86 bilhões de dólares em devoluções de impostos durante os meses de maio e junho. Todos os cheques devem ser pagos até meados de julho.

O número um americano Wal-Mart registrou em junho um aumento de 5,8% de suas vendas nos Estados Unidos, ou seja, muito mais que os 3,8% previstos pelos analistas e duas vezes mais do que em junho de 2007.

A rede atribuiu esta disparada das vendas aos cheques emitidos pelo governo e aos descontos praticados no setor têxtil. Ela elevou suas previsões de lucro trimestral.

Na rede Costco, principal concorrente da Wal-Mart, as vendas também aumentaram 5% em junho.

Entretanto, os bons resultados obtidos pelas redes populares não se repetem nas lojas mais caras: Gap, a maior do setor do prêt-à-porter, viu suas vendas diminuírem de 7% em junho.

Os mercados temem que o aumento do consumo americano registrado em junho acabe logo, quando terminarem os cheques enviados pelo governo. Em junho, o índice de confiança dos consumidores americanos caiu no seu nível mais baixo desde 1980. A economia americana perdeu 62.000 empregos em junho, e 438.000 no primeiro semestre de 2008.

leb/yw/sd

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