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Americanos protestam contra internacionalização da Budweiser

Macarena Vidal Washington, 17 jul (EFE).- A venda da cervejaria Anheuser-Busch à belgo-brasileira InBev causa preocupação entre muitos americanos, que temem ver nas mãos de estrangeiros uma das principais marcas dos Estados Unidos: a Budweiser.

EFE |

O acordo de venda, anunciado pelas companhias no domingo passado e que chega a US$ 52 bilhões, irritou muitos apreciadores de cerveja mais patrióticos nos Estados Unidos, que temem que "sua" bebida, ao passar para o controle de belgas ou brasileiros, seja modificada de alguma maneira.

O novo conglomerado, que venderá cerca de 45,4 bilhões de litros por ano no mundo todo, manterá suas doze fábricas de cerveja abertas nos EUA, mas isso não parece tranqüilizar os amantes da marca americana, que criaram os sites 'SaveBudweiser.com' e 'SaveAB.com'.

"Comprei cerca de 600 latas antes que a venda fosse concluída. Se racionar bem, acho que dá para passar todo o meu curso sem ter de beber cerveja estrangeira", disse à Agência Efe Joe Otley, um estudante da Universidade do Missouri, em Saint Louis, onde fica a sede da Anheuser-Busch.

O protesto pela venda também pode ser visto no "YouTube", onde o músico Phil McClary publicou a canção "Kiss My Glass", um jogo de palavras sobre um popular xingamento nos Estados Unidos.

Outros americanos decidiram vender, também pela internet, camisetas com pedindo o boicote à "Bud".

Os protestos surgiram porque há poucas coisas mais ligadas à cultura do americano comum que uma lata de Budweiser.

Pouco importa que sua origem, ou pelo menos a de seu nome, esteja na República Tcheca, em Budvar, ou que no princípio a empresa Anheuser tivesse raízes na Baviera, na Alemanha.

A cerveja, que começou a ser fabricada há 150 anos, vende 128,4 milhões de barris por ano.

Mas se alguns americanos vêem a venda da Anheuser-Busch como um adeus a um dos principais símbolos da cultura americana, outros encaram a negociação como uma possibilidade de comprar um produto melhor.

"A venda da 'Bud' significa que poderemos comprar uma cerveja de melhor sabor?", perguntam vários americanos pela internet.

Outros lembram que, ao contrário do que acontece com os refrigerantes, os Estados Unidos não são conhecidos internacionalmente por sua produção de cervejas.

E há também os que vão lucrar muito com a negociação, como a família do candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, já que sua mulher, Cindy, é uma das herdeiras da Hensley & Company, uma das principais distribuidoras por atacado das cervejas da Anheuser-Busch.

Além disso, o jornal "The New York Times" calcula que Cindy McCain possui entre 40 mil e 80 mil ações da Anheuser-Bush.

Como a InBev ofereceu US$ 70 por ação, a possível futura primeira-dama pode embolsar entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões com a operação.

Mas esse dinheiro não deve fazer muita falta a Cindy, que possui 34% da Hensley & Company, uma companhia que registra vendas superiores a US$ 300 milhões por ano. EFE mv/mh

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