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Americanos lamentam, mas estão satisfeitos

Empresários americanos lamentaram o colapso das negociações da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e criticaram duramente a China e a Índia. Já o lobby agrícola não conseguiu esconder uma certa satisfação com o fracasso.

Agência Estado |

"Ninguém vai festejar publicamente, mas é fato que o fracasso da Rodada tira grande parte da pressão que havia sobre o setor agrícola americano", diz Ken Cook, presidente do Environmental Working Group, entidade que analisa os subsídios agricolas. Ele acha que o colapso da Rodada Doha é "uma vergonha".

O presidente da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Tom Donohue, fez duras críticas à Índia e à China. "Os subsídios americanos sempre levaram a culpa de todos os males do mundo. Mas, quando houve uma chance real de limitar essses subsídios, a Índia e China se recusaram a pagar um preço mínimo por isso." Segundo ele, é "irônico" que este golpe contra a Rodada venha "dos dois maiores beneficiados pelo comércio mundial, Índia e China".

O senador republicano Charles Grassley, defensor fervoroso dos subsídios agrícolas e da tarifa sobre o etanol, e constante opositor da posição do Brasil, afirmou que "não chegar a nenhum acordo é melhor do que ter um mau acordo". "Se Índia, China e outros países em desenvolvimento querem os benefícios da expansão do comércio, eles precisam abandonar o protecionismo e não podem negociar de má-fé", disse Grassley.

O senador afirmou estar "desapontado, mas não surpreso". "A Índia e a China estavam querendo se livrar dos compromissos que haviam assumido na OMC. Isso significaria mais tarifas sobre exportações americanas, que o Congresso não ia aprovar de jeito nenhum", disse Grassley.

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