Washington, 29 nov (EFE) - A crise financeira não conseguiu frear o consumismo dos americanos, que gastaram no primeiro dia de liquidação depois do Dia de Ação de Graças, a chamada sexta-feira negra, US$ 10,6 bilhões, um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado. A indústria no varejo esperava com ansiedade os primeiros números provisórios, divulgados hoje pela empresa Shoppertrak RCT, devido ao temor de que a crise afetasse negativamente as vendas. O co-fundador da empresa de pesquisa, Bill Martin, disse que o primeiro dia de liquidação foi positivo, considerando as turbulências econômicas, a tradicional fraqueza no consumo em um ano eleitoral e os preços recordes da gasolina no verão (hemisfério norte). Sob estas circunstâncias, o início da temporada (de liquidação) é verdadeiramente assombroso e demonstra a resistência do consumidor americano (perante a crise) e sua vontade de gastar, explicou Martin em comunicado. O analista atribuiu o aumento nas vendas aos fortes descontos aplicados pelas lojas aos produtos. Os números indicam uma alta bastante igualitária em todo o território americano, com crescimentos de 3,4% no sul, de 3% na região central, de 2,7% no oeste e de 2,6% no nordeste. Apesar dos percentuais animadores, Martin advertiu de que não há garantias de que as lojas continuem aplicando descontos substanciais aos produtos depois do fim de semana da sexta-feira negra, o que poderia reduzir a despesa dos consumidores....

Penny, preferem esperar alguns dias antes de publicar os números de vendas da "sexta-feira negra". EFE cae/db

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