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Washington, 19 fev (EFE).- O plano do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para ajudar quem está com suas hipotecas em dívida - avaliado em US$ 75 bilhões - está enfurecendo os bons pagadores e gera críticas dos mais conservadores.

"O Governo promove a má conduta (...) Há muita gente que fez sacrifícios para pagar sua hipoteca em dia, há muitos proprietários que não compraram casas maiores que as que podiam pagar, e há muita gente que ficou pagando aluguel porque não podia comprar uma casa", disse Rick Santelli, comentarista da emissora financeira "CNBC".

"Por que agora temos de subsidiar os perdedores, os que não podem pagar as hipotecas muito altas com as quais quiseram se enrolar?", questionou o jornalista.

A própria Sheila Bair, presidente da Corporação Federal de Seguros de Depósito, a agência do Governo que garante os depósitos bancários de até US$ 250 mil, reconheceu o descontentamento de boa parte dos americanos em relação à medida.

"Como uma pessoa que paga pontualmente sua hipoteca, eu entendo o ressentimento dos compradores de casas que sentem que outros estão sendo recompensados por sua conduta arriscada", disse Bair hoje no programa "Good Morning America", da emissora de TV "ABC".

Ao lançar o plano nesta quarta-feira, no Arizona, Obama reconheceu que, "em última instância, todos vão pagar por esta crise das hipotecas".

No entanto, o governante argumentou que a situação será ainda pior se a crise hipotecária não for superada.

"O preço que todos vamos pagar será ainda maior se permitimos que esta crise se torne ainda maior", argumentou o presidente americano.

EFE jab/mh

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